Capítulo 6, Meu livro

6 Construindo Conhecimento

“Qualquer pessoa é capaz de transformar o mundo em que vivemos tornando-se um modelo, um exemplo, em seu pequeno círculo de influência. Veja como a pedra atirada no lago causa na superfície a formação de ondas circulares que vão se afastando do centro cada vez mais suaves.  Assim é com os nossos atos, que influenciam toda a raça humana.” (Stephen R. Covey, Ph.D.)  (22)

Agora vejamos como se processa o conhecimento e como que o ser humano assimila e absorve as informações que lhe são apresentadas.

As informações nos atingem física, corporal, emocional e espiritualmente, mas, por estarmos com excesso de informação, não temos tempo e “espaço mental” para elaborar, absorver, digerir e assimilar corretamente os significados das informações que nos são apresentadas.

Só adquirimos conhecimento a partir do momento que aprendemos a nos apropriar adequadamente das informações que recebemos. Não podemos estabelecer vínculos com o mundo, sem nos apropriarmos dos seus significados.

Conforme vamos aprendendo a conviver com as adversidades que a vida nos reserva, (40) trabalhando nossos medos e emoções, vamos construindo nossos próprios significados.

Construindo nossos significados

A significação da vida para nós vai sendo construída e entretecida com os significados que recebemos desde a hora em que nascemos; a partir daí, começamos a elaborar uma leitura do mundo, e depois de alguns anos, estaremos preparados para a leitura da palavra escrita, ou da linguagem escrita (30).

Os significados ou mensagens que recebemos são um conjunto de unidades menores que chamamos de signos; o signo, por sua vez, resulta da associação entre o significante (estímulo físico) e o significado (idéia ou conceito).  O aprendizado ou comunicação se dá quando o receptor da informação entender o significado e estiver apto para produzir uma resposta. (64) Tanto na comunicação oral entre duas ou mais pessoas, quanto na comunicação que se dá entre “escritor x leitor” através da leitura escrita, acontece uma troca de signos.

O significado se constrói através da elaboração e reelaboração permanente da experiência vivida de forma direta, ou de forma simbólica. Para que alguém consiga construir um significado em sua vida, se faz necessário conhecer a linguagem do meio onde vive.  Se apenas a linguagem verbal não for suficiente para que nosso interlocutor construa um significado para sua vida, devemos nos valer também de outros tipos de linguagem.

“O rio atinge seus objetivos, porque aprendeu a contornar obstáculos.” (Quo Vadis)  (39)

Precisamos acolher as pessoas com amor, para que elas compreendam o conhecimento que queremos transmitir, a fim de que tal conhecimento também represente um significado para elas.  “Parte do problema do analfabetismo e mais ainda, dos leitores alfabetizados e capazes que preferem ‘não ler’, se encontra na negligência dos aspectos afetivos relacionados ao ensino da leitura.” (65)

Nós somos seres desejantes, prova disso é que já nascemos chorando; precisamos de alguma coisa que ainda não temos consciência.  É através da “separação” de nossa mãe, que iniciamos uma nova vida, que irá proporcionar outras vidas. Daí a importância da afetividade e do carinho que todas as crianças devem receber quando nascem.

Uma criança pronta para nascer… perguntou a Deus:

“Dizem-me que estarei sendo enviada à terra amanhã…”. Como eu vou viver lá sendo assim pequena e indefesa?.

Deus: “Entre muitos anjos escolhi um especial para você.  Estará lhe esperando e tomará conta de você”.

Criança: “Mas diga-me, aqui no céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?”.

Deus: “Seu anjo cantará e sorrirá para você…”. A cada dia, a cada instante, Você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.”.

Criança: “Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?”.

Deus: “Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar”.

Criança: “E o que farei quando quiser Te falar?”.

Deus: “Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a orar”.

Criança: “Eu ouvi que na terra há homens maus”. “Quem me protegerá?”.

Deus: “Seu anjo lhe defenderá  mesmo que signifique arriscar sua própria vida”.

Criança: “Mas eu serei sempre triste porque não te verei mais”.

Deus: Seu anjo sempre lhe falará de Mim e lhe ensinará a maneira de vir a Mim e Eu estarei sempre dentro de você”. Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas.

A criança apressada, pediu suavemente: “Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo”.

Deus: Você chamará seu anjo de Mãe! (Belgraf Edições)

É necessário sermos amamentados

A forma afetiva como a mãe recebe pela primeira vez seu filho em seus braços, irá influenciar na formação psicológica da criança, para o resto de sua vida.  Através da amamentação (3) a mãe estará fazendo a mediação entre a criança e o mundo; esse é um momento sublime, onde a criança, sentindo um imenso prazer durante esse primeiro contato com o mundo, tem desejo de continuar construindo significados para sua vida.

Caso a mãe necessite fazer o aleitamento através de mamadeira, ela precisa se conscientizar que esse ato deve ser feito no seu colo, fazendo com que a criança sinta a sublimidade do amor maternal naquele momento. (3)

Chegando a fase escolar, quando a criança tem que necessariamente deixar o colo da mãe, as Instituições que irão acolhê-la, o farão através dos vínculos criados entre os significados que a criança já possui e os que ainda serão adquiridos.

Não acolher adequadamente e com amor maternal desde a hora do seu nascimento, é privar a criança de se vincular sadiamente ao mundo exterior. Quando a criança não recebe o devido amor maternal, se sente inconscientemente rejeitada, e então começa a se sentir marginalizada pela sociedade.

Mauro Chaves descreve com muita singularidade o acompanhamento satisfatório de uma mãe para com o filho que cria, e que por causa dessa opção de vida, tem sido discriminada pela sociedade, quando o correto seria recompensá-la por ato tão nobre:

“É preciso que se respeite muito – ou se volte a respeitar – a liberdade de opção daquelas mulheres que não fazem questão de ‘trabalhar fora’ – quando as circunstâncias de vida não a obriguem a isso -, porque a satisfação pessoal, a realização profunda de seu projeto de mãe, o sentimento de prazer cotidiano que lhes dá acompanhar de perto, em todos os pormenores, a evolução física e mental de uma criança, assistindo, com admiração e ternura, àqueles momentos preciosos do processo de entendimento de um ser humano, a captação mágica das informações, sobre o mundo e a vida, que vai fazendo quem saiu do ventre, tudo isso pode significar, para ela, pelo menos durante um bom período de sua vida, uma experiência existencial insubstituível – nem sempre detectável pelas estatísticas e tabelas do IBGE…” (54)

Recado aos pais que em breve…

..se tornarão responsáveis pelo crescimento e pela educação de um filho:

Pedido de uma criança:

Não tenha medo de ser firme comigo.  Prefiro assim.  Isso faz com que me sinta mais seguro.

Não me estraguem.  Sei que não devo ter tudo o que peço.  Só estou experimentando vocês.

Não deixe que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.

Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos.  Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.

Não me protejam das conseqüências de meus erros. Às vezes eu preciso aprender pelo caminho mais áspero.

Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para obter a atenção que desejo.

Não sejam irritantes ao me corrigirem. Se assim fizerem, poderei fazer o contrário do que me pedem.

Não me façam promessas que não poderão cumprir depois.  Lembre-se de que isso me deixará profundamente desapontado.

Não ponham à prova a minha honestidade.  Sou facilmente levado a dizer mentiras.

Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo.  Isto me afastará dEle.

Não desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar as respostas na rua, todas as vezes que não as obtiver em casa.

Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis.  Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro de vocês.

Não digam simplesmente que os meus receios e medos são bobos.  Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los.

Não digam que não conseguem me controlar.  Eu me julgarei mais forte do que vocês.

Não me tratem como uma pessoa sem personalidade.  Lembre-se que eu tenho meu próprio jeito de ser.

Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto vai criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.

Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo.

Não desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo quando eu pareça não estar aprendendo. Insistam com amor e energia.

Insistam através de exemplo e no futuro vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.    (Belgraf Edições)

“Pais e mães, reflitam sobre as brincadeiras que fazem com seus filhos, para verificar se não existe crueldade ou censura destrutiva nelas; é difícil avaliar o impacto que uma palavra irônica ou crítica pode ter sobre uma criança ou adolescente.” (84) O tempo revelará a espécie de semente que foi semeada.

Em “Lições sobre as crônicas de Nárnia” o Pastor, Professor e Doutor Glauco B. Magalhães Filho diz que “Os materialistas e ateus são aqueles que tiveram algum bloqueio no desenvolvimento da imaginação, resultado provável de uma educação árida ou de uma experiência traumática. A imaginação é muito maior na infância e é ela que desperta a fé para nos fazer ver uma realidade maior em uma menor. Tanto o ateísmo como o ocultismo, desequilibram o homem. É no cristianismo que a pessoa encontra plenitude e integridade. A fé cristã é ponto de encontro do realismo com o idealismo, do intelecto com a imaginação. A imaginação é a faculdade capaz de acompanhar o desabrochar da fé.” (86)

“Maturidade do homem!: significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar.”  (6)

Você nunca foi embalado por um colo?

Se você querido leitor, não teve um colo materno para ser acalentado e se você está de alguma forma marginalizado pela sociedade, saiba que Deus quer te proporcionar um “colo”, fazendo-o “nascer de novo”, através de Seu Filho Jesus Cristo! (1: Jo. 3:1-21).

Saiba que “Jesus te ama!” (1: Jo. 15:9, 12-13). Abra seu coração para Jesus e deixe que estas três palavras façam você “nascer novamente para a vida” e também para a sociedade. Deus lhe proporcionará um colo através de uma Igreja Cristã; creia que todas as angústias, amarguras, ressentimentos e outros tantos sentimentos que têm aprisionado sua vida, serão quebrados pelo poder destas três palavras: “Jesus te ama!” (37).

“Que doce voz tem meu Senhor!

Voz de Amor tão terna e graciosa

Que enche o coração, traz consolação

Que só o crente goza.

Qual maior prazer que lhe ouvir dizer:

‘Vem, meu filho, vem escutar.

O que Eu fiz por ti, tudo que sofri,

Na cruz, p’ra te resgatar’.”  (20)

Veja o que Jesus diz para você:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. (1: Ap. 3:20).

Entenda, simbolicamente, que seu corpo é sua casa e que a porta dessa casa é seu coração. Deus lhe deu o livre arbítrio; então abra seu coração e deixe Jesus entrar.

Se assim o fizer, você irá contemplar a transformação que se dará em sua vida.  Um dia você ainda terá a oportunidade de pensar da seguinte maneira: “que coisa maravilhosa e que transformação aconteceu na minha vida!!!… nunca pensei que essas três palavras “Jesus te ama!”, tivessem tanto poder!!!…”

Vem a Deus

Vem, enquanto Deus te chama e tu sentes seu amor,

Pois do céu poder derrama p’ra salvar o pecador!

                 Vem a Deus, a Jesus, entregar teu coração;

                 E terás Sua luz…  A perfeita salvação!

Se da vida tens o fardo e tu’alma triste está,

Crê em Deus, não sejas tardo, que Jesus te salvará!

            Neste mundo vais andando, sem tranqüilidade e paz;

           – Volta a Deus, mas confiando, e feliz então serás.

Vem a Cristo, que te espera, não demores, pecador!

Nos Seus braços Deus quisera receber-te com amor!

                         (Paulo Leivas Macalão) (Harpa Cristã, nº 211)

A Igreja deve ser um colo

Nós, que dizemos pertencer a um país de princípios cristãos, precisamos agir de tal forma, que as Igrejas sejam um colo simbólico e possam acolher de forma maternal aqueles que as procuram; do contrário, essas Igrejas serão apenas mais uma Instituição a rejeitar a integração e/ou reintegração de pessoas que ainda não conseguiram construir um significado para suas vidas.

Interessante o comentário da Bíblia de Estudo King James (85: I Pe.2:1-3 : comentário do versículo. 3 – p. 557) “A fome incontida de um bebê rescém-nascido é uma ilustração viva do tipo de vontade santa e irresistível que impulsiona um novo e sincero convertido para adorar a Deus e se alimentar dia-a-dia da Palavra do Senhor”.

Se quisermos ser “Mestres” como Jesus Cristo o foi!!!…  Devemos começar lavando os pés dos nossos inimigos!!!… (1: Jo. 13:3-15).

A missão “fundamental da igreja é ajudar, através do espírito cristão, as pessoas mais necessitadas e carentes, principalmente para elevar a auto-estima daqueles que estão à margem da sociedade. É preciso descobrir a vida como missão, para transformar a vida em missão e para dar a vida à missão. Vamos abrir o olhar para o mundo, alargar nossos horizontes; pois abrir o olhar é sempre abrir o coração.”  (57)

Precisamos ser acolhidos por alguém!

Vamos fazer agora, uma reflexão sobre como fomos acolhidos por nossa família, pela sociedade que já estamos inseridos e pela Igreja a qual estamos vinculados!!!…

Onde acharmos que falharam para conosco, vamos procurar melhorar, para que possamos proporcionar um ambiente acolhedor para os não cristãos e também para os principiantes na fé cristã, como escreve o Apóstolo Pedro. (85: I Pe. 2:2)

“O ser humano é, sobretudo, preparado emocional e psicologicamente, para a troca, para o compartilhar, para o ensinar e aprender com o outro.” (63). É por isso que precisamos nos doar uns aos outros, pois é dando que se recebe. (85: Lc. 6:38)

“Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo estará perdido.”  (Charles Chaplin) (39)

“Se encontrares alguém que tenha no peito um coração humano, que traga na boca um sorriso gentil, que saiba sofrer quando sofres, terás encontrado o que mais procuras: um amigo!”  (Belgraf Edições)

 

Continue lendo o capítulo 7: Compartilhando Conhecimento

Sonia Valerio da Costa

19/11/2009

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