Capítulo 9, Meu livro

9 Vamos Juntos Construir Conhecimento…

“A vida do homem não é um mero ‘passar pela vida’.  ela é significativa quando o homem, vencendo os desafios de seu mundo físico ou social, permite-se conviver com seus semelhantes.” (Professor Edgardo da Silva)  (39)

A curiosidade é tão intrigante que nos faz esquecer de compromissos importantes, às vezes até agendados, para que satisfaçamos completamente os nossos desejos de sabermos plenamente os fatos que surgiram à nossa frente e que, de imediato, nos provocaram esse sentimento.

O poder da curiosidade

“A curiosidade é o recurso mais fecundo com que o homem, desde sempre, procura derrotar os seus inimigos atávicos; a fome, o cansaço, a ignorância, o medo, a feiúra, a solidão, a dor e a morte. Em cada esquina do planeta, em cada fase da sua evolução, a criatividade humana consegue atribuir uma forma ao caos, um significado às coisas.”  (49).

A curiosidade nos prende a atenção e nos leva a concentrarmo-nos em determinados fatos, mesmo que seja em detrimento de outros até mais importantes para nossas vidas.  Nem pensamos em medir as conseqüências; falou-se em surpresa, que automaticamente, já sentimos nossa curiosidade aguçar-se para descobrir o segredo.

A Bíblia Sagrada registra que após o dilúvio, a partir das famílias dos filhos de Noé, é que foram divididas as famílias da Terra. (1: Gn. 10:32).  Naquela época toda a Terra falava uma mesma língua (1: Gn. 11:1).  Isso contribuía para que a comunicação entre os seres humanos fluísse com maior rapidez.

Entendemos que como a curiosidade sempre acompanhou o ser humano, naquele momento da história, decidiram se unir para que, através de uma construção (a Torre de Babel), pudessem descobrir os mistérios dos céus.  O erro deles não foi o fato de construírem um grande edifício, mas sim a soberba de buscarem conhecimentos por eles mesmos e, assim como Adão e Eva, acabaram se esquecendo de cultivar a reverência ao Deus Criador.

E aconteceu a confusão de línguas…

Para quebrar esse orgulho e prepotência humana, a Bíblia Sagrada registra que Deus confundiu a linguagem de todos eles, de forma que uns não conseguiam mais compreender o que seus demais colegas de trabalho diziam.  Conseqüentemente não puderam continuar aquela construção e acabaram se espalhando pela face da Terra, conforme a similaridade das línguas que cada grupo começou a falar.

Psicólogos evolucionistas têm pesquisado este fato bíblico e já estão conseguindo desvendar esse mistério da confusão de línguas.  Pelos estudos realizados até então, as línguas européias e asiáticas teriam nascido entre oito e dez mil anos atrás, das bocas dos primeiros agricultores do planeta, talvez na atual Turquia. (44)

Cheguemos pois, com confiança! (85: Hb. 4:16)

Deus se agrada de homens ousados e que se disponibilizam a participar de Seus planos; de homens que, revestidos do discernimento do Espírito Santo, se coloquem na posição certa para serem usados por Deus no cumprimento de Sua Palavra.

A Bíblia Sagrada contém textos escritos por Moisés, Davi, Salomão, Daniel e outros tantos profetas que disponibilizaram seu tempo para “ouvir” Deus falar tendo também o cuidado de “escrever” a “voz de Deus”, a fim de ser transmitida para a posteridade. Deus usou cada um, segundo suas habilidades e predisposições para aprender, no sentido de transmitir seus conhecimentos para facilitar a cada dia o modus vivendi do homem.

Lendo a Bíblia Sagrada concluímos que Deus se agrada daqueles que, mantendo o temor a Ele, buscam aprofundar-se no conhecimento da ciência; cremos que todo o avanço da ciência vem de Deus.  O adversário não tem capacidade para criar nada, pois ele também é um ser criado.

Todas as descobertas que o homem tem alcançado são revelações divinas e dessa forma, penso que Deus se agradaria muito mais em revelar seus mistérios científicos para os que se dizem “piedosos”, a ter que revelá-los para os adversários, por falta de pessoas que se disponibilizem para tal.

Toca-me profundamente quando leio o Prefácio do Evangelho Segundo escreveu o Evangelista São Lucas (1: Lc. 1:1-4); sendo médico (1: Cl. 4:14), ele poderia questionar as atitudes de Jesus Cristo por ter curado enfermos, principalmente quando soube que Jesus enviou os setenta discípulos e os orientou que em todas as cidades que entrassem, curassem os enfermos que nelas houvesse (1: Lc. 10:9).

Creio que o Dr. Lucas era realmente convertido, pois se pensasse egoisticamente, questionaria os Apóstolos, para saber de onde os médicos passariam a tirar seu ganha-pão, caso aqueles milagres continuassem acontecendo!!!??…

O Dr. Lucas, pelo contrário, como um bom médico, possuía uma das qualidades essenciais que é a compaixão, nos deixando uma forte impressão pelo que escreveu. Em seu Evangelho ele enfatizou a compaixão de Jesus Cristo. Registrou vividamente tanto o poder demonstrado pela vida de Cristo quanto o cuidado com que Ele tratava as pessoas. (75, p. 1523)

O Dr. Lucas é mais uma das provas irrefutáveis dos milagres realizados por Jesus Cristo; sendo médico, ele não se conteve em apenas ouvir falar sobre o que Jesus havia realizado, mas teve a ousadia dele mesmo “se informar minuciosamente de tudo desde o princípio, diretamente com as pessoas que presenciaram os fatos”. (1: Lc. 1:1-4)

Foi assim que ele chegou ao entendimento que, apesar de todo conhecimento que a medicina possuía até aquela época, nenhum médico teria capacidade para curar enfermos de forma tão singular, se não fosse pelo poder miraculoso de Jesus Cristo.

O Evangelista Dr. Lucas foi sábio em seguir a Jesus, pois pôde entender que ainda havia muito conhecimento a ser alcançado, tanto espiritual, quanto científico.

Quem detém o pleno conhecimento?

Em cumprimento à Sua Palavra, (1: Dn. 12:4), Deus tem revelado amplos conhecimentos tecnológicos para a humanidade, porém, nos parece que os mais interessados em adquirir esse conhecimento têm sido pessoas que, ao vislumbrarem as infinitas possibilidades que a tecnologia nos oferece, acabam utilizando-as para manipular os menos avisados.

“A atração do conhecimento seria mínima, se não houvesse tanto pudor a vencer no caminho até ele”.  (6)

Lamentavelmente temos presenciado que as pessoas de boa índole, que têm personalidade firme e bom caráter, em sua grande maioria, são as que menos se interessam em adquirir conhecimentos tecnológicos e científicos, para que sejam aplicados em benefício da nossa sociedade.

Como bibliotecária que sou, cheguei ao entendimento desse mistério, pois no dia de minha formatura, nosso “Juramento” continha as seguintes palavras:

“Prometo cumprir, com retidão, meus deveres de Bibliotecário, servindo a todos, sem preconceito de raça, credo ou idéias, visando ao aperfeiçoamento da sociedade, a grandeza da Pátria e a Glória de Deus.”

Tudo o que fizermos neste mundo, devemos fazê-lo sempre refletindo, se tal atitude está sendo realizada tanto para o aperfeiçoamento da sociedade, quanto para a grandeza de nossa Pátria e principalmente se está sendo para Glória de Deus.

Normalmente o ser humano quer que os outros vivam da forma que ele acha que é certa, porém não querem se submeter à vontade d’Aquele que os criou.

Mesmo antes de o homem pecar, Deus sempre se interessou em lhe transmitir, todo o conhecimento e mistérios da ciência; porém, atualmente, percebemos que tem sido mínimo o interesse em adquirir conhecimentos científicos que o Deus Criador tem prazer em disseminar.

Parece-nos que o maior interesse da humanidade tem sido apenas uma preocupação egoística consigo mesma e com a salvação de suas próprias vidas.  Os cristãos, principalmente, têm pensado apenas no arrebatamento da Igreja de Jesus Cristo, como se o fato de ir para o Céu fosse apenas um fim em si mesmo e tudo se acabasse aí. (85: I Co. 15:51-58; I Ts. 4:13-17; Ap. 21:2-7)

Lendo a Bíblia Sagrada, entendo que Deus não criaria o Universo e tudo o que nele há, simplesmente, para “passarmos” por esta vida e depois da morte do nosso corpo físico, irmos para o Céu, e ficarmos lá de braços cruzados.

Também não nos é revelado com clareza o que nos acontecerá no nosso infinito futuro; sabemos porém, que o próximo passo será reinarmos com Cristo durante mil anos e isso nos basta  para que saibamos viver o presente com sabedoria (1: Is. Cap. 11; Jo. 16:12-13; Ap. 20:6)).

“… porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.”  (1: Is. 11:9b)

Buscando nosso autocontrole

Na Bíblia Sagrada encontramos as seguintes mensagens:

“Fugi da prostituição”. (1: I Co. 6:18a)

“Sujeitai-vos, pois a Deus, resisti ao diabo (nosso adversário), e ele fugirá de vós.” (1: Tg. 4:7)

O adversário, nós já conhecemos, e debaixo da autoridade de Deus, podemos vencê-lo, visto que também ele já foi derrotado na cruz do calvário (1: I Co. 15:54; Hb. 2:14-15; Ap. 12:7-11). Mas, quanto à prostituição, não podemos vencer, devido à fraqueza deste corpo que estamos utilizando para viver. O conselho, então, é fugir dela. “Há ocasiões em que covardia é sinônimo de sabedoria.” (83)

Se dermos vazão à nossa curiosidade para satisfazermos nossos desejos passageiros, acabaremos morrendo em vários sentidos: poderemos antecipar nossa morte física, (37) ficaremos marginalizados da família e da sociedade e poderemos perder a oportunidade de receber o novo corpo espiritual do qual a Bíblia fala (1: II Co. 5:8; Fl. 3:20-21).

“Entretanto, ninguém  ao ser tentado, deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”. porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a nenhuma pessoa tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por esse iludido e arrastado. Em seguida, esse desejo, tendo concebido, faz nascer o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte.

Acrescento ainda a nota de rodapé: “Deus não pode ser tentado porque é santo por natureza e, portanto, nada existe no pecado que o interesse. Ao passo que o ser humano tem uma queda natural para o pecado (Gn. 3), que pode ser vencida pelo poder do Espírito Santo , à medida que o crente descobre quão magnífico é o prazer de viver de acordo com a vontade de Deus. As palavras “tentação” e “provação” têm origem na mesma expressão grega. Contudo, Deus considera todos os nossos obstáculos como provas de fé para a vitória, ao passo que Satanás espera que sejamos tentados (iludidos por nossa vontade), derrotados e destruídos, assim como ele próprio (Gn 22:1; Mt. 4:1)”    (85: Tg. 1:13-15).

Fique tranqüilo!  Seu corpo só morrerá uma vez!

Deus nos facultou apenas uma oportunidade para sermos redimidos, que é receber a transformação deste corpo mortal, em corpo espiritual.  Não teremos mais nenhuma oportunidade de voltarmos num outro corpo, para repararmos algum erro que tenhamos cometido no passado (1: Rm. 5:12-21; Hb. 9:27; Ap. 14:13), mesmo porque, estaríamos pagando por erros que já não teríamos mais consciência, pois foram cometidos por outro corpo.

A partir do momento em que o homem desobedeceu ao mandamento divino, não teria mais sentido Deus prorrogar sua vida, pelo contrário; agora, o mais sensato, seria entregá-lo ao curso natural da vida, deixá-lo morrer, e assim garantir a oportunidade de poder ser redimido. (1: Rm. Cap. 8;  I Co. 15:44-54)

O Apóstolo Paulo afirma que nossa verdadeira vida está escondida com Cristo em Deus (1: Cl. 3:3; I Jo. 5:11). Portanto, enquanto estivermos vivendo esta vida dada por Deus, vivamos de maneira tal, para que possamos receber um novo corpo espiritual, e também um novo nome (1: Ap. 2:17; 3:12)

Falaremos uma só língua!Quando a morte e o pecado forem totalmente aniquilados (1: I Co. 15:26, 54-57), e o Reino de Jesus Cristo tiver sido estabelecido na face da Terra, com certeza haverá novamente uma só língua, pois toda a humanidade, já num corpo imortal, estará preparada para utilizar uma só linguagem e se comunicar construtivamente para o bem do Universo.

Com certeza essa língua que será utilizada para a comunicação entre os seres que habitarão no novo Céu e nova Terra (1: Ap. 21:1), dos quais a Bíblia fala, será irradiada e regada com o Amor divinal, pois tudo que é perfeito começa e termina com Amor.

“O amor é a essência que alimenta o corpo e a alma. É o sopro de Deus. Dá objetivo à vida. E nos concede a graça de dar e receber, assim como o ar entra e sai dos nossos pulmões.” (22)

A suprema excelência do Amor!

“Eu poderia falar todas as línguas que se falam na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulho do gongo ou o som do sino.

‘Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter toda a fé necessária para tirar as montanhas dos seus lugares; mas, se não tivesse amor, eu não seria nada. 

‘Poderia dar tudo o que tenho e até entregar o meu corpo para ser queimado; mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada. O amor é paciente e bondoso.  O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.  Não é grosseiro, nem egoísta.  Não se irrita, nem fica magoado.  O amor não se alegra quando alguém faz alguma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.  O amor nunca desanima, porém tudo suporta com fé, esperança e paciência. O amor é eterno. 

‘Há mensagens espirituais, mas durarão pouco.  Existem dons de falar em línguas estranhas, mas acabarão logo.  Há conhecimento, mas terminará também.  Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais existem somente em parte.  Mas, quando vier o que é perfeito, então o que existe em parte desaparecerá.

‘Quando eu era criança, a minha maneira de falar, de sentir e de pensar era de criança.  Agora que já sou adulto, não tenho mais essas maneiras de criança.  O que agora vemos é como uma imagem confusa num espelho, mas depois veremos face a face.  Agora conheço somente em parte, mas depois conhecerei completamente, assim como sou conhecido por Deus. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor. Porém o maior desses é o amor.” (45: I Co. 13)

Amar é uma das necessidades vitais da existência

Quem ama, vive a vida intensamente.

Quem ama, extrai sabedoria do caos.

Quem ama, tem prazer em se doar.

Quem ama, aprecia a tolerância.

Quem ama, não conhece a solidão.

Quem ama, supera as dores da existência.

Quem ama, produz um oásis no deserto.

Quem ama, não envelhece, ainda que o tempo sulque o rosto.

O amor transforma miseráveis em ricos.

A ausência do amor transforma ricos em miseráveis.

O amor é uma fonte de saúde psíquica.

O amor é a expressão máxima do prazer e do sentido existencial.

O amor é a experiência mais bela, poética e ilógica da vida.

Cristo discursava sobre a revolução do amor… (5)

 

Continue lendo o capítulo 10: Reconstruindo Conhecimento

 

Sonia Valerio da Costa

19/11/2009

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