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Um trem passa e as crianças, agora adolescentes (Pedro, Suzana, Edmundo e Lucia), sentem a magia que os envolve, pois é tempo de retornarem a Nárnia.

Num Reino vizinho a Narnia, Caspiam é o único herdeiro do trono, até que nasce um primo seu, filho do Rei, que por direito assume a liderança para assumir o trono.

Caspiam foge para se livrar da sentença de morte que lhe foi proferida pelo próprio Rei, seu tio. Nessa fuga ele entra no Reino de Nárnia e se apresenta para salvar os narnianos da guerra iminente contra eles por terem dado asilo a Caspiam; em troca, os narnianos se propõem a lutar a favor de Caspiam, para que ele assuma o trono em lugar de seu tio.

Os quatro adolescentes também se envolvem nessa história, muito bem construída. Lucia vê vultos de Aslam e diz aos seus irmãos que ele poderá salvá-los, porém, é desacreditada. Aslam ficou 100 anos afastado de Narnia, pelo poder da feiticeira Branca que, ainda com sede de vingança por ter sido derrotada, pede uma gota de sangue, para fazer acordo com os “filhos de Adão” para salvar Nárnia.

Edmundo intervem e quebra esse encanto que quase se consolida, livrando Pedro de cair nessa armadilha diabólica. A guerra começa e os adolescentes percebem que sem Aslam não conseguirão vencer; então enviam Lucia para encontrar Aslam. Quando o encontra ele diz a Lucia que nunca acontece duas vezes da mesma forma e que quando Lucia vira o vulto dele, deveria tê-lo procurado, mesmo que seus irmãos não acreditassem.

Quando Aslam ressurge juntamente com Lucia, proporciona vitoria para os narnianos, de uma forma inédita, engenhosa e indescritível, que vale a pena ser assistida.

Como comentei em “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa“, Aslam é um personagem criado por C.S. Lewis, que representa muito bem a atuação de Jesus Cristo para salvar o homem do pecado original da desobediencia de Adão e Eva.

Recomendo este filme, pois além de ser uma ficção, nos trás diversas lições de vida para nossa existência.

Por Sonia Valerio da Costa
Em 08/09/2010
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Durante uma brincadeira de esconde-esconde, Lúcia entra dentro de um guarda-roupa; tem o cuidado de deixar apenas uma fresta aberta, para entrar uma certa claridade, de forma que ela não viesse a se sufocar no meios dos casacos que alí estavam. Enquanto aguarda a contagem para que fosse procurada, ela se deixa levar pelo imaginário e viaja em suas fantasias para uma terra chamada Nárnia, onde está nevando.

Lá ela encontra um fauno que não tem coragem de denunciá-la à Feiticeira Branca. A fantasia é um aliado importante na iniciação da leitura, pois contribui para o desenvolvimento da criatividade na criança. Quando a criança tem oportunidade de ler literatura de ficção ou mesmo de contos de fadas, ela terá, em sua fase adulta, maior possibilidade em aceitar o Evangelho de Jesus Cristo, mediante o exercício da fé.

Após esse primeiro contato com Nárnia, Lucia sai de seu esconderijo, pois seus irmãos não conseguem encontrá-la. Ela relata o que vivenciou, de uma forma tão realística que consegue convencer seus irmãos a entrarem em Nárnia, juntamente com ela, através do guarda-roupa.

A Rainha Branca está dominando Nárnia, porém seu verdadeiro Rei é Aslam. Em Nárnia as crianças tomam conhecimento da existência de uma lenda de que iriam chegar 2 filhos de Adão e 2 filhas de Eva, quando então a Feiticeira Branca seria vencida e Aslam retornaria ao seu trono.

Edmundo acaba sendo aprisionado pela Rainha Branca, que através de chatagem emocional, deixa-o sem comida e o obriga a sair em procura de seus irmãos. Devido a essa pressão ele acaba se tornando um traidor, se alia com a Rainha e a ajuda a encontrar seus irmãos.

Eles, Pedro, Suzana e Lucia, fogem, guiados por um casal de castores e conseguem atravessar o rio; a partir de então chega a primavera e já não precisam mais de casacos para se protegerem da neve. A primavera é um indicio de que Aslam está chegando. Lucia, Suzana e Pedro teem a oportunidade de conhecer Aslam, um leão muito forte e corajoso tanto quanto bom e justo.

Enquanto participam para Aslam que o irmão menor, Edmundo está em poder da Rainha Branca, esta chega com seus soldados e cães, tentando intimidar Aslam, dizendo que está escrito que todo traidor pertence a ela.

Aslam pede para conversar a sós com a Rainha Branca e fazem um acordo: se entrega para que seu pelo seja cortado e se oferece para derramar seu sangue, no lugar de Edmundo, sobre a mesa de pedra.

A Rainha Branca, ainda respirando ameaças, diz que não tem interesse em prisioneiros, pois eles são passiveis de arrependimento, portanto manda que seus soldados petrifiquem todos os narnianos.

Lucia e Suzana, sem entenderem bem qual foi o acordo feito entre Aslam e a Feiticeira Branca, seguem discretamente os passos de Aslam que se dirige à mesa de pedra, onde acontece um verdadeiro festival das trevas comemorando vingança sobre a morte de Aslam.

Escondidadas, elas presenciam tudo, sem poder intervir ou mesmo impedir aquela situação tão deprimente e constrangedora. Depois que o ritual termina e todos se vão, elas se aproximam da mesa de pedra onde constatam que Aslam está morto e passam um tempo chorando sobre o corpo dele.

Mas quando o dia amanhece, elas são surpreendidada com a ressuscitação de Aslam. Este esclarece que a Feiticeira Branca não conhecia que estava escrito que, se alguém derramasse sangue inocente, sobre aquela mesa de pedra, no lugar de um traidor; como sinal, a mesa partiria ao meio e o morto ressuscitaria.

Assim a maldição da Feiticeira Branca estaria quebrada para sempre e todos os narnianos que haviam sido petrificados, reviveriam e teriam uma nova oportunidade de arrependimento.

A Rainha Branca também se surpreende com a ressuscitação de Aslam, mas nada pode fazer, quando este salta sobre ela e seus súditos; nesse momento todos os inimigos de Aslam se evaporam e desaparecem literalmente diante das 4 crianças que ficam extasiadas com aquela visão do Bem vencendo o Mal.

Os narnianos aclamam as crianças (Pedro, Edmundo, Suzana e Lucia) como reis e rainhas de Nárnia. Aslam vai embora, dizendo que cumpriu sua missão. O fauno que foi o primeiro narniano a recepcionar Lucia, afirma que Aslam voltará.

Em toda essa historia podemos entender que C. S. Lewis criou uma fantasia que permite entender claramente o proósito de redenção realizado por Jesus Cristo na cruz do Calvário, para perdoar o pecado original da humanidade, para que esta pudesse voltar a ter comunhão com o Deus Pai, Criador dos Céus e da Terra.

Recomendo a que todos assistam esse Filme, principalmente os pré-adolescentes e adolescentes, pois terão subsidios para melhor entender o plano elaborado por Deus, enviando seu próprio Filho para nos trazer salvação.

Por Sonia Valerio da Costa
Em 07/09/2010

Você poderá gostar também de:

Lições das Crônicas de Nárnia – Clauco B. Magalhães Filho, Prefaciado por Dr. Russell Shedd

Entenda melhor a respeito dos Narnianos

le monde de Narnia : Chapitre I - le lion, la sorcière blanche et l'armoire magique The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe 2005 Réal. : Andrew Adamson Collection Christophel

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Este filme retrata uma utopia onde podemos aprender vária lições existenciais. É bastante filosófico e abre nosso entendimento para questões emocionais conflitantes, e que fazem parte da nossa vivência diária.

A conexão existente entre um cavaleiro e seu respectivo dragão está intrinsecamente ligada à força utilizada com sabedoria e inteligência. Eragon ouve falar de uma terra onde os cavaleiros montavam seus dragões; com o tempo, os dragões foram sendo exterminados por falta de sabedoria dos cavaleiros.

Se matarem o dragão de um cavaleiro, este ainda continua vivo; porém, se matarem o cavaleiro, o dragão também morre. Só tem futuro quem está vivo. A morte não deve ser comemorada; a coisa é a palavra, e a força da palavra, controla a coisa.

Sua curiosidade se torna bastante aguçada para saber mais dessa historia e, quando cai em si já está envolvido nesse mistério, que ele mesmo terá que desvendar.

Apenas um ovo desses dragões foi preservado durante séculos, pensando-se que era apenas uma pedra com poderes incalculáveis. O dragão, que representa a força, espera o tempo necessário para nascer nos braços de quem o inspirar confiança. Eragon inspirou essa confiança e o ovo foi germinado.

Eragon identifica-se com o ovo, e o consegue chocar. Desse ovo, nasce Safira, um dragão fêmea e Eragon passa a ser seu cavaleiro.  Eles passam um tempo escondidos, para que possam aprender a se comunicar com sabedoria e inteligencia, usando da força e coragem do dragão para fazer o bem. Eragon diz a Safira que ele precisa ficar um tempo longe dela, para aprender a ser 100% e não apenas uma parte de sabedoria e três partes de idiotice. Um antigo cavaleiro que havia perdido seu dragão, ensina Eragon a como trabalhar essas questões existenciais.

Através desse filme entendemos que quando ainda não estamos preparados para a batalha, o sofrimento se torna maior. Por isso o importante é controlar os instintos. Safira escolheu Eragon pois vê que ele tem força suficiente no coração, para sustentar os dois (cavaleiro e dragão).

Quando Eragon entende esse mistério, estende a mão para Safira e lhe trasmite vida. Em pouco tempo, o pacto selado entre Eragon e Safira, tornou-se na lenda de Eragon e seu dragão; Safira diz a ele que o amanhã chegará mais depressa do que ele pensa.

O que os homens buscam sempre está dentro deles mesmos. Somente precisamos de alguém que nos indique isso e que nos ajude a encontrar essa chave que abrirá as portas que surgirem diante de nós, durante nossa existência.

Recomendo esse filme, pois alem de ser uma aventura interessante, a filosofia de vida que transmite, é enriquecedora.

Por Sonia Valerio da Costa
Em 07/09/2010

Eragon 2006 réal : Stephen Fangmeier Edward Speelers Collection Christophel

 

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