Variedades

livrolivre

Aprendi que o livro precisa ser preservado, mas, mais importante do que isso, ele precisa ser folheado para ser oxigenado; livro fechado e parado, se deteriora e as letras desaparecem.

Eu sinto uma sutil disputa dentro de mim, quanto a preservar os livros, mas na verdade precisamos deixá-los voar e acreditar que irão pousar nas mãos de quem estiver precisando naquele momento.

Eles precisam sair das estantes e voarem até as mãos de outros leitores; dessa forma eles estarão se tornando “vivos”, como um guia turístico que nos leva a lugares fantásticos e desconhecidos, e então, prazerosamente, podemos mergulhar no mar do conhecimento.

Mais importante que o papel e a encadernação de um livro, é seu conteúdo que nos alimenta, nos transforma, nos encoraja, nos incentiva e nos leva por caminhos da realização emocional, profissional e espiritual.

Leia e doe seu livro! Permita que ele voe para as mãos de outro leitor! Esse é o maior presente que se pode dar a alguém: “um livro”!

Sonia Costa

Em 27/05/2012

Variedades

realvirtual

Você me quer pela metade,

Eu a quero por inteiro.

Você me quer virtual

Eu a quero real.

Você me ama pelo computador,

Eu a amo com meu amor.

Você manda torpedo pelo celular,

Eu te abraço em qualquer lugar.

Você me manda email

Eu me mando pra você por inteiro.

Assim é o nosso amor

Real e virtual

Você contenta-se com o virtual

Eu só me contento com o real.

Poema de Ricardo Carneiro Leão, do livro “Deserto de Concreto: poemas & poesias: ontem, hoje e amanhã”.

Decidi  postar este poema que, por acaso, encontrei no acervo da Biblioteca onde trabalho. Ele retrata muito bem a minha forma de pensar quanto aos relacionamentos virtuais.

É necessário tomarmos cuidado com as amizades virtuais que, além de proporcionarem situações propícias às fantasias, acabam distorcendo de tal forma o comportamento humano, que as consequências serão, fatalmente, desestruturação da nossa família na vida real.

A Internet pode aguçar a percepção e até desenvolver a inteligência, mas bloqueia a criatividade, que cada um de nós possui de forma inédita.

Eu prefiro preservar minha criatividade!!!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 22/11/2010
Variedades

(Imagens Google)

Essa expressão “jogar a toalha” tem origem no boxe; o gesto de jogar a toalha pela equipe de um pugilista, sinaliza sua desistência, para evitar que o adversário faça um estrago maior com o lutador já massacrado. Por simbolizar tão bem a desistência, jogar a toalha, se tornou uma expressão muito comum no dia-a-dia.

Todos nós temos uma resistência natural a tudo que nos força a abrir mão do nosso conforto físico e emocional. Somos tendentes a desistir de uma empreitada, principalmente quando começamos a enfrentar dificuldades, ou mesmo monotonia.

A questão está em nosso cérebro, que se acostuma a um padrão de comportamento e reluta em aceitar o novo. Nosso cérebro é composto de dois hemisférios, com funções e habilidades específicas, porém, se complementam, para encontrarem um equilibrio harmonioso.

O hemisfério esquerdo é essencialmente verbal, analítico, racional, lógico e também linear, onde os pensamentos seguem de forma sequencial. É responsável pelo bom senso e está sempre alerta para nos impedir de cometer desvarios.

Já o hemisfério direito é não-verbal, até mesmo silencioso. É inclinado a misturar os sentidos literal e metafórico, prefere as ambiguidades, a linguagem metafórica e atua por meio da imagem. Em vez de fazer uso da lógica e do pensamento sequencial, é intuitivo, carregado de pensamentos simultaneos. É a morada da criatividade, é o lado do poeta que descreve, de um jeito diferente a cada vez, o mesmo amanhecer de todos os dias.

Quando decidimos aprender algo novo, ou mesmo incorporar uma nova atividade em nosso cotidiano, devemos estar conscientes que durante um tempo, vamos enfrentar resistencia do próprio cérebro. Isto porque se faz necessário a produção de uma nova rede neuronal, para reformatar e ampliar a arquitetura cerebral já existente.

Nessa fase surgem os diálogos internos de desistência, onde os contratempos enfrentados, incitam o organismo a deixar a atividade para o dia seguinte; se não houver persistência nessa fase, a tendência cerebral é sempre postergar até que então, acabamos “jogando a toalha” e desistindo de vez.

A perseverança é a chave para superar essa resistência natural do cérebro; a autodisciplina ampliará os limites da capacidade cerebral, proporcionando um desfrute de múltiplos beneficios, e tornando a nova atividade um vicio prazeroso.

Antes de “jogar a toalha”, resista, seja persistente, até romper a plasticidade que envolve o cérebro, o que dificulta a formação de novas redes neuronais. Tendo vencido essa primeira etapa de resistência, a atividade que parecia incomodar e transtornar sua tão conhecida zona de conforto, e gerava um aparente desequilibrio, irá paulatinamente sendo transformada em prazer, alegria e felicidade.

Não desista diante das dificuldades e dos conflitos, não jogue a toalha, persevere e você será um vencedor! Nossa persistência nos levará a tornar em realidade o que sonhamos para nossa vida.

Persevere e seja feliz!

Sonia Valerio da Costa
Em 12/11/2010