Variedades

(Imagens Google – Canal Kids/História)

Essa expressão popular, incluindo gestos, manobras e movimentos simulados de fingimento, visa produzir efeito momentâneo para camuflar a verdade diante de determinada entidade. Burla intencional.

A tradição afirma ter sido frase do Príncipe-Regente D. João, na noite de 22 de janeiro de 1808 na Bahia de Todos os Santos. A cidade de Salvador iluminara-se em homenagem ao soberano e este, indicando a nau do almirante Jervis, comboiando sua frota, rumo ao Rio de Janeiro, teria dito: – “Está bom para o inglês ver!” D. João queria demonstrar ao almirante Jervis (inglês) que o Brasil o aguardava festivamente.

Posteriormente, Eloy Pontes, (em “A vida contraditória de Machado de Assis”, Rio de Janeiro, 1939), registra outra origem dessa frase: – “Os navios ingleses, em cruzeiros permanentes nas costas brasileiras, combatiam o tráfico. Mas os contrabandos eram pertinazes. Todos os dias transpunha a barra um navio nacional, à caça dos navios negreiros. Os contrabandistas, porém, tinham meios de escapar às vigilâncias. O povo irônico, cada vez que um navio passa o Pão de Açúcar, diz: – “É para inglês ver”. A frase ficou. Ainda hoje perdura”.

Fonte: CASCUDO, Luís da Câmara. Locuções Tradicionais no Brasil. São Paulo, Global, 2004. p. 201

Outra versão baseada na camuflagem dos navios negreiros que chegavam escondidos da vigilância inglesa, também pode ser conhecida no Canal Kids.

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 09/10/2010

 

Variedades

(Imagens Google)

Sob total sigilo e cautela absoluta. O povo costuma dizer “debaixo de sete chaves”, numa precaução historicamente inexistente. 

Essa expressão foi originada em referência às “quatro chaves”. As arcas de segredo, destinadas a guardar documentos, ouro, jóias, desde o séc. XIII em Portugal, eram de madeira sólida e com quatro fechaduras de ferro. Cada chave ficava sob a responsabilidade de um alto funcionário; às vezes o próprio Rei era um dos detentores de uma das chaves.

Assim, só seria possível abrir a arca de segredo com a presença e colaboração dos quatro detentores das respectivas chaves. O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte possui uma dessas caixas de segredo, outrora do Senado da Câmara de Natal, na primeira metade do séc. XVIII.

(Imagens Google)

Debaixo de quatro chaves defendia-se a total reserva nas garantias da responsabilidade material e moral. Da tradicional “quatro chaves” popularizou-se “sete chaves” por ser um número cabalístico e que sempre seduziu a imaginação popular. Exs: hidra de sete cabeças, serpente de sete línguas, botas de sete léguas.

Fonte: Cascudo, Câmara. Locuções Tradicionais do Brasil.  São Paulo, Global, 2004. p. 292

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em: 06/10/2010

Variedades

(Imagens Google)

Os passatempos vem conquistando cada vez mais espaço em todo o mundo, como sinônimo de diversão educativa. Hoje, eles já são vistos como ferramentas importantes para o desenvolvimento do raciocínio e da concentração.

Todo ser humano nasce com cerca de 100 bilhões de neurônios e não ganha mais nenhum ao longo da vida. A melhor forma de tornar a mente mais esperta é exercitarmos esses neurônios:

1) Cada nova descoberta é transformada pelo cérebro em descarga elétrica e transmitida neurônio a neurônio até ser armazenada.

2) Exercícios como os passatempos incentivam o cérebro a fazer essas novas ligações, as chamadas “sinapses” entre as células nervosas.

3) Com os caminhos de informações ativos, é mais fácil e rápido fazer associações e cruzar os dados armazenados na mente.

4) Esse tipo de exercício estimula a criatividade, favorece a memória, retarda o envelhecimento e contribui para a inteligência.

Os passatempos são ótimos para exercitar o cérebro; e o melhor é que é sem estresse! As palavras cruzadas, são um dos passatempos mais conhecidos, que os cientistas chamam de brain fitness (ou “malhação cerebral”), pois prometem aumentar a capacidade de adquirir conhecimento e reter memória.

Finalmente, estudos também sugerem que os passatempos retardam o surgimento de doenças, como o mal de Alzheimer.

A leitura em si contribui para exercitar o cérebro e ainda proporciona prazer, pois leva o leitor a lugares inéditos através da imaginação.

Vamos passar mais tempo “malhando” nosso cérebro!

“Passatempos desenvolvem habilidades físicas, intelectuais e afetivas, despretensiosamente” (Lino de Macedo do Instituto de Psicologia do Desenvolvimento da USP)

Fonte: “Malhar o Cérebro Faz Bem” In: Para Saber e Conhecer, nº 12, jun/2010, p. 34

Por Sonia Valerio da Costa
Em: 01/10/2010