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Como Surgiu o Código Morse (Lenda Folclórica)

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O Pirilampo Telegrafista

Certa noite, um pirilampo chamado Homero resolveu se comunicar de um jeito diferente:

– Estou cansado de pisca-piscar sempre da mesma forma.

Pensou muito, experimentou vários jeitos de acender e apagar sua luzinha, até que, finalmente, teve uma idéia luminosa:

– Vou fazer um curso de telegrafia por correspondência!

O curso era mesmo muito interessante. Cada descoberta era uma surpresa maravilhosa para Homero. Ele acabou ficando um craque em pisca-piscar pontos e traços. Agora era só praticar!

Na primeira curva da noite, ele encontrou uma linda pirilampa. E quem imaginou que ele perderia uma oportunidade como essa para entrar em contato com ela, enganou-se redondamente!

Decidido e emocionado, pensou consigo mesmo: “Vou conquistar essa linda pirilampa num piscar de olhos!” Homero achou que essa era uma boa ocasião para mostrar seus conhecimentos de telegrafista.

Então, disparou a pisca-piscar a mais antiga e bonita de todas as declarações: EU TE AMO! Homero esperou, esperou, mas não recebeu nenhuma resposta.

Insistiu uma, duas… várias vezes: Eu Te Amo!… Eu Te Amo!… Pobre Homero! O seu desespero era de dar dó!

Ele queria tanto que a pirilampinha respondesse à sua iluminada mensagem de amor! Mas como, se ela não entendia nada de telegrafia?! No mínimo, a pirilampa achou que ele era maluco!

Sem dar sequer uma piscadela de adeus, ela bateu asas com desprezo e sumiu na noite. Homero ficou muito decepcionado! Tristonho, subiu no alto de um galho e ficou a pensar: “Ninguém liga pra mim! Nem consigo arranjar uma namorada! De que me adianta ser telegrafista?! Vou desistir de tudo!”.

De repente, os olhinhos tristes de Homero captaram uns sinais luminosos espantosamente familiares cruzando o céu!

Ele não conseguia acreditar no que estava vendo. Parecia o brilho de uma mensagem. Homero ficou atento para descobrir o que ela dizia. Mas antes que tivesse tempo de decifrá-la, os sinais luminosos desapareceram.

Teria sido um disco voador? Quem sabe os sinais de um ser extraterrestre?!… Homero levou algum tempo para perceber que os sinais luminosos haviam agora reaparecido em uma árvore perto dele.

Desta vez, ele captou o início de uma mensagem. Era apenas uma palavra, mas já era um começo: PIRILAMPA PROCURA

Homero ficou atento! E sua alegria aumentou quando percebeu que os sinais pisca-piscavam, ainda mais próximos, a continuação da mensagem: PIRILAMPA PROCURA PIRILAMPO. Mas logo depois desapareceram novamente! Homero estava quase morto de tanta curiosidade!

Finalmente, bem mais perto, num galho ao lado, a luzinha pisca-piscou sua mensagem completa: PIRILAMPA PROCURA PIRILAMPO

Homero quase teve um curto-circuito de tanta felicidade! Ele não era o único pirilampo telegrafista perdido neste mundo!

Sem pestanejar, mais do que depressa caprichou na pontaria do olhar e disparou sua brilhante resposta: PIRILAMPA ENCONTROU PIRILAMPO

De repente, para sua surpresa, Homero percebeu que uma pirilampa havia pousado ao seu lado. Timidamente, os dois se aproximaram, olhos nos olhos…

Não deu outra! Conversaram horas a fio e, então, Homero ficou sabendo que Clarita — era esse o nome da pirilampa — também tinha estudado telegrafia por correspondência e estava à procura de um companheiro para trocar mensagens.

O mais interessante é que essas mensagens encheram os corações de Homero e Clarita. Na manhã seguinte, quando o sol apontou no horizonte, as luzinhas quentes dos olhares de dois pirilampos apaixonados pisca-piscavam promessas de amor.

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CODIGO MORSE

Você sabia que as mensagens de Homero e Clarita foram feitas em Código Morse? O Código Morse é o alfabeto dos telegrafistas.

Nesse código, todas as letras correspondem a um certo número de pontos e traços. Veja em:

Código Morse dos Escoteiros e O que é Código Morse

Para sinalizar com luzes é a mesma coisa: uma piscada rápida corresponde a um ponto, e uma comprida, a um traço.

Esta lenda foi extraída de: “Histórias Infantis”

O que aprendi: Na vida, temos duas alternativas: ou esperamos encontrar alguém que fale a nossa linguagem, ou compartilhamos o que aprendemos, com quem amamos, para que possa haver diálogo. A decisão é nossa. Só não podemos esquecer que a vida é muito curta e qualquer decisão que tomarmos, teremos que enfrentar o ônus do tempo.

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Postado por Sonia Valerio da Costa
em 28/08/2010
coraçõesovelha
 

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