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Excelente leitura para quem está interessado em estreitar os laços de comunhão com Deus o Pai, através de Jesus Cristo Seu Filho. Deus nos chama para adorá-lo e o autor deste livro nos mostra passo a passo como deve ser feita essa entrega incondicional para que possamos alcançar a plenitude da presença de Deus.

Deus nos fez reis e sacerdotes e como era de responsabilidade do sacerdote levar a arca da aliança, que é a presença do próprio Deus, nós, com o nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo (I Co. 6.19), precisamos viver de forma a levar a presença de Deus em nós. Devemos ministrar a Deus através de Jesus, com o Espírito Santo, pois Deus habita e se manifesta dentro e através de nós, quando o adoramos com integridade de coração.

Quando Deus ordenou a Moisés que construísse um tabernáculo, Ele o fez antecipando de forma física, material e espiritual, a adoração que deveríamos prestar a Ele, na nova dispensação. “Tudo no Tabernáculo representa Jesus, de alguma forma. Os portões retratam Jesus porque Ele é o Caminho. O Altar do Sacrifício simboliza Jesus, porque Ele é o Cordeiro de Deus, morto pelos pecados do mundo. A Pia é Jesus, porque Ele é a Palavra e a água da vida. A Mesa dos Pães da Proposição é Jesus, porque Ele é o Pão da Vida. E o Candelabro de Ouro é Jesus, porque Ele é a Luz do Mundo.” (p. 203-204)

O acesso à presença de Deus no tabernáculo, foi desenhado em forma de cruz e hoje é através da morte e ressurreição de Jesus que temos acesso à presença de Deus. O Tabernáculo era um modelo ou sombra do tipo de adoração que sempre teve e terá lugar no céu.

“A adoração é uma resposta ao que Jesus fez por nós na cruz. Assim como a cruz cura nossa disposição interna e externa para o pecado, ela também motiva nossa disposição interna e externa para adoração. A expressão exterior é a submissão ao senhorio de Cristo, que é a obediência. A  expressão interna de adoração é o amor.” (p. 85)

O louvor é uma forma de adoração e nós louvamos a Deus porque só Ele é digno (Ap. 4.11). O louvor nos traz benefícios e nos posiciona para entrarmos nas promessas de Deus. Quando O louvamos, Deus se manifesta. O louvor é uma arma de guerra espiritual (II Cr. 20. 17-22), é evangelístico e também uma ferramenta de ensino.

“A adoração nos leva a nutrir uma intimidade com Deus e é através dessa intimidade com Ele, que Deus estará reproduzindo a Si mesmo em nós. Ele não está apenas reproduzindo o Seu caráter, que é o fruto do Espírito, mas Ele está reproduzindo o Seu poder, que inclui os dons do Espírito. É por este poder movendo-se através de nós que Ele cura, salva, liberta, profetiza e faz todo tipo de milagres. Boa adoração nos capacita a fazer a obra de Cristo.” (p. 220)

Jesus ensinou-nos a adorar através de Sua entrada triunfal em Jerusalem. Quando Ele foi virar mesas no templo, Jesus estava ensinando adoração. Quando Ele lavou os pés dos discípulos, Jesus estava ensinando adoração. No Getsêmani, Jesus também nos ensinou adoração.” (p. 226)

“Acredito que Tabernáculo de Moisés é uma sombra de adoração celestial. Mas eu acredito que é algo muito mais também. É uma revelação do plano de Deus para o futuro da humanidade.  E se o Tabernáculo de Moisés for mais do que uma revelação de como adorar? E se for também uma linha do tempo – um mapa profético – do retorno da glória de Deus para a Terra? E se cada parte do tabernáculo de adoração também representa um aspecto do ministério da Igreja, que deve ser reintegrado, para inaugurar o retorno final de Jesus Cristo – a glória de Deus na Terra?” (p. 283)

Com essas proposições, o autor nos leva a uma jornada através das quatro Reformas pelas quais a Igreja cristã passou e também por oito eras desde o seu ‘nascimento’ com o Ministério de Jesus, morte e ressurreição, até a ‘travessia’, que seria a entrada no Santo dos Santos, quando a Igreja estará para sempre na presença de nosso Pai. (p. 292-294)

Recomendo a leitura deste livro, pois é um material riquíssimo para quem deseja adorar ao Rei dos reis em espírito e em verdade, pois é assim que o Pai quer que nós O adoremos. (Jo. 4.24)

Resenha feita por

Sonia Valerio da Costa

Em 05/06/2017

Livros

beijo

Ler este livro do Pr. Ubirajara Crespo foi uma oportunidade gratificante, pois pude aprender muita coisa sobre as táticas sutis que nosso adversário utiliza para nos bloquear, nos distrair e finalmente nos nocautear em nossa caminhada espiritual.

O Pr. Ubirajara fala com muita propriedade a respeito da existência atual de uma religiosidade que se apresenta como “cordeiro por fora e serpente por dentro”.

Mas porque esse título: “O Beijo sedutor… (e) …. da Serpente”? Desde o momento que começamos a ler esse livro, já vamos entendendo o significado do seu título; o texto mostra que nosso adversário, a serpente, se utiliza da sedução espiritual para nos “beijar”, e assim, acabamos sendo vencidos por esse flerte continuo que, no inicio parece algo inocente, fora de perigo; mas quando menos percebemos já estamos enredados e com dificuldades de nos desvencilharmos de tais artimanhas.

Este livro nos alerta para tomarmos cuidado com líderes que não se misturam com suas ovelhas, pois essa distância é proposital para que não conheçamos sua verdadeira identidade. De longe, vemos as pessoas como exemplos a serem seguidos; porém muitos desses que se apresentam como “santos”, se valem da manutenção dessa distância, para que seu rebanho não venha a decepcionar-se com suas obras infrutuosas.

“Lúcifer não se preocupa tanto com a pregação do Evangelho, quanto com o caráter de quem o prega”.

Quando olhamos de longe uma árvore frondosa, ficamos imaginando que seus frutos são maravilhosos. Somente poderemos constatar a existência ou não de frutos, se chegarmos perto  e procurarmos entre as folhas.

A “serpente” está assediando líderes religiosos, principalmente os  que já alcançaram fama, para através de um beijo sedutor, conseguir acordos escusos, sem fundamento na Palavra de Deus e, assim, comprometer ministérios que já foram ícones de exemplo de piedade.

A trilogia “poder, fama e dinheiro”, desde sempre foi uma forte sedução utilizada pela serpente para enganar o homem; o adversário sabe que “você e eu, temos em nossa engenharia genética um potencial de traição”. “Esse trio demoníaco é poderoso demais para que possamos enfrentá-lo. O melhor é rejeitar suas ofertas”.

“Nada como conhecer as escrituras para desembainhar a Espada do Espírito na hora certa e do jeito mais correto”.

Do começo ao fim, este livro nos prende a tenção, pois contém orientações inspiradas na Palavra de Deus, para que possamos nos valer delas e sairmos vencedores, quando formos assediados por esses beijos sedutores, cujo final é a perdição eterna.

Alguns tipos de beijos sedutores, apresentados no livro: beijo da urgência, dos excitantes prazeres, que paraliza a mente, das ilusões, da tietagem, da discriminação, dos princípios negociáveis, da falsa hermenêutica, do ano novo, do medo e da omissão, da Babilônia, da metamorfose e, nas páginas das conclusões, o autor fala sobre as consequências desses beijos, principalmente quando eles azedam.

Creio que não será preciso dizer que recomendo com todas as letras, a leitura desse livro. Tanto seu conteúdo, quanto a forma como foi escrito, são inéditos no meio evangélico. É um livro que mexe com estruturas religiosas que já estão apodrecidas e também com nossa estrutura espiritual em particular.

Concluo, agradecendo ao Pr. Ubirajara, por ter tido a coragem de compartilhar conosco, esta verdadeira revelação, de como devemos professar um autêntico culto de adoração ao nosso Deus.

Por Sonia Valerio da Costa

Em 17/01/2011
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