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alice

Quando criança ganhei de minha mãe, um exemplar deste livro  “Alice no País das Maravilhas”. Na época, li apenas uma vez, pois achei o livro um tanto confuso; na verdade não conseguia entender porque a Alice deixaria de aceitar um pedido de casamento para correr atrás de um coelho.

O tempo passou e, agora com a oportunidade de assistir o filme, pude relembrar de algumas cenas que haviam sido gravadas e esquecidas, desde a época em que li o livro.

Hoje, com a experiência de vida e a maturidade alcançada através do tempo, recomento a todos, a leitura deste livro, principalmente para os adolescentes.

Para mim, a principal mensagem do livro é que, o melhor caminho que já está traçado para nossas vidas, foi registrado pelo próprio Deus e gravado dentro de nós. Enquanto nos deixarmos levar pelas escolhas que os outros fazem para nós, só daremos cabeçadas e vivenciaremos decepções e infelicidades.

Quando olhamos para dentro de nós (momento em que Alice entra na toca do coelho), conseguimos ouvir a voz do Espírito Santo, que nos ilumina e nos mostra os gigantes que devemos matar.  Esse período de tempo, que podemos chamar de “hibernação” ou mesmo “casulo”, nos capacitará para, com atitudes firmes e seguras diante de nossa família e sociedade, nos libertar para voarmos e vivermos o que Deus preparou para nós.

Hoje entendo que a idade cronológica é idêntica para todo ser humano. O que diferencia um ser humano do outro, é o tempo de maturação (puberdade e adolescência) que levamos para nos tornarmos adultos. Começo a pensar que muitas pessoas conseguem amadurecer somente aos 30, aos 40 ou aos 50, e outras não amadurecem nunca. Por conta disso estão sempre insatisfeitos, mudam de profissão, de família, país e nunca conseguirão alcançar paz para suas vidas.

Interessante que o animal que mais me fascina, desde minha adolescência, é a borboleta. Era meu ideal inconsciente e que eu sabia que um dia me tornaria como uma delas.

Não sei precisar quando isso aconteceu, mas hoje posso afirmar… “SOU UMA BORBOLETA”

Se você ainda não conseguiu amadurecer e tornar-se adulto, eu quero convidá-lo (a) a entrar na toca do coelho…..

 

Sonia Valerio da Costa
08/05/2010
 tocaalice
 
Capítulo 4, Meu livro

Oportunidade: Quando uma porta se fecha, outra se abre; mas, geralmente, olhamos com tanta saudade e tristeza para a que se fechou, que não vemos aquela que se abre diante de nós. (Alexander Graham Bell) (18)

Como no princípio Deus sempre revivificava o homem que criara (79: Gn. 6:3), podemos considerar que esse homem era um depositário do conhecimento divino; ou seja, uma biblioteca ambulante, pois armazenava de forma consciente e equilibrada, todas as informações recebidas diretamente de Deus, o Seu Criador.

Por ter vivido 930 anos (contados provavelmente após sua saída do Jardim do Éden) (1: Gn. 5:3-4), Adão teve a oportunidade de viver e presenciar até a geração de Matusalém. Por todo tempo de sua vida, foi transmitindo oralmente todo o conhecimento que recebera.

Diga-me com quem andas…

A Bíblia nos leva a entender que, por Adão ter tido o privilégio de conviver com a presença real do Deus Criador enquanto vivia no Jardim do Éden, quando foi convidado a se retirar dali, procurava orientar e controlar o comportamento dos demais seres humanos, seus contemporâneos, agindo como um conselheiro para que subjugassem seu instinto e agissem com sabedoria, mantendo assim um equilíbrio sensato entre o bem e o mal (41), dos quais já eram detentores.

“A vida de qualquer um de nós é um fato ao mesmo tempo simples e complexo. Minha vida é uma vida simples, semelhante a tantas outras, que muitas vezes sofre interferências de fatores independentes da minha vontade. A beleza está em usar com equilíbrio cada uma dessas interferências, na medida certa, sem ir para os extremos.” (Dorina de Gouvêa Nowill)  (35)

Entendemos que enquanto Adão vivia, a humanidade mantinha os princípios ensinados por ele, mas após sua morte parece que foi se estabelecendo uma corrupção e libertinagem total do ser humano. Se estabelecermos uma linha do tempo das gerações entre Adão e Noé, concluímos que Adão não chegou a ver o nascimento de Noé.

Apenas 120 anos!

A cada geração que passava, os homens foram vivendo cada vez menos. Adão viveu 930 anos (1: Gn. 5:5); depois, as gerações que se seguiram foram: Sete, viveu 912 anos (1: Gn. 5:8); Enos viveu 905 anos (1: Gn. 5:11); Quenã, 910 anos (1: Gn. 5:14); Maalalel, 895 anos (1: Gn. 5:17); Jarede viveu 962 anos (1: Gn. 5:20); Enoque, 365 anos (1: Gn. 5:23), e não foi visto mais (voltaremos a falar sobre esse homem); Matusalém, 969 anos (este foi o homem que mais viveu) (1: Gn. 5:27); Lameque, 777 anos (1: Gn. 5:31). (67) Aos 182 anos, Lameque gerou a Noé (1: Gn. 5:28-29).

Quando Noé estava com 500 anos, Deus viu que toda imaginação dos pensamentos do coração do homem era só má, continuamente (1: Gn. 6:5); então Deus estabeleceu ao homem, o tempo de 120 anos de vida e assim aconteceu.

“Então disse o Senhor: o meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos”.  (79: Gn. 6:3)

Apesar dessa determinação divina, mesmo após o dilúvio, muitos homens chegaram a viver muito mais do que 120 anos; percebemos, porém, que o tempo de vida foi sendo reduzido a cada geração.

Noé, filho de Lameque, viveu 950 anos (350, após o dilúvio) (1: Gn. 9:28-29); Sem, 600 anos (1: Gn. 11:10-11); Arfaxade, 438 anos (1: Gn. 11:12-13); Salá, 433 anos (1: Gn. 11:14-15); Eber, 464 anos (1: Gn. 11:16-17); Pelegue, 239 anos (1: Gn. 11:18-19); Reú, 239 anos (1: Gn. 11:20-21); Serugue, 230 anos (1: Gn. 11:22-23); Naor, 149 anos (1: Gn. 11:24-25); Tera, 205 anos (1: Gn. 11:32); Abraão, 175 anos (1: Gn. 25:7); Isaac, 180 anos (1: Gn. 35:28); Jacó, 147 anos (1: Gn. 47:28); José, 110 anos (1: Gn. 50:22); Moisés, 120 anos (1: Dt. 34:7). (1) (67)

Moisés, o homem escolhido por Deus para encaminhar o povo de Israel, do Egito para a terra de Canaã, viveu 120 anos como Deus determinara; porém, bem antes dos 100 anos, devido à sua idade avançada, sentiu canseira e enfado no seu corpo já abatido. Numa de suas Orações, ele se expressou desta maneira para com Deus:

“A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente e nós voamos.” (1: Sl. 90:10).

A Epopéia de Gilgamesh (7)

Em quase todas as culturas antigas existe uma história mitológica a respeito do dilúvio que aconteceu na face da Terra.  A própria “Epopéia de Gilgamesh” encontrada em pedras fragmentadas provam, que realmente houve esse acontecimento num tempo remoto, porém ainda existem controvérsias a respeito do Dilúvio Universal, que tenha coberto toda a Terra, ou que tenha sido apenas local.  (60)

“Inflige ao pecador o seu pecado, Inflige ao transgressor a sua transgressão, Pune-o levemente; Quando ele escapar, não exageres no castigo ou ele sucumbirá; Antes um leão houvesse devastado a raça humana. Em vez do dilúvio, Antes um lobo houvesse devastado a raça humana. Em vez do dilúvio, Antes a fome houvesse assolado o mundo. Em vez do Dilúvio, Antes a peste houvesse assolado o mundo Em vez do dilúvio.”  (7)

Devido o homem ter contribuído para espalhar a maldade sobre a terra, o Senhor Deus se arrependeu de havê-lo criado; porém, Noé achou graça aos Seus olhos (1: Gn. 6:5-8).

Deus fala a Noé a respeito do seu intento de destruir tudo o que havia criado na face da Terra; mandaria um dilúvio que iria encobrir até as mais altas montanhas e assim desfaria toda a carne em que houvesse espírito de vida debaixo dos céus; então lhe mandou que construísse uma arca de madeira de Gofer, que contivesse vários compartimentos e a betumasse por dentro e por fora (1: Gn. 6:13-22).

Durante 100 anos, enquanto Noé apregoava o dilúvio, foi construindo a arca, conforme as orientações dadas por Deus. Lameque seu pai, faleceu cinco anos antes daquela catástrofe. (1: Gn. 5:30-32)

“Naqueles dias a terra fervilhava, os homens multiplicavam-se e o mundo bramia como um touro selvagem. Este tumulto despertou o grande deus. Enlil ouviu o alvoroço e disse aos deuses reunidos em conselho: ‘O alvoroço dos humanos é intolerável, e o sono já não é mais possível, por causa da balbúrdia’ Os deuses então concordaram em exterminar a raça humana.  Foi o que Enlil fez, mas Ea, por causa de sua promessa, me avisou num sonho. Ele denunciou a intenção dos deuses sussurrando para minha casa de colmo: ‘Casa de colmo, casa de colmo! Parede, oh, parede da casa de colmo,  escuta e reflete.’Abandona tuas posses e busca tua vida preservar; despreza os bens materiais e busca tua alma salvar.  Põe abaixo tua casa, eu te digo, e constrói um barco;  …leva então para o barco a semente de todas as criaturas vivas.”  (7)

Deus é fiel à Sua palavra!

Deus estabeleceu um pacto com Noé, dizendo-lhe que, para que ele e sua família se salvassem da destruição, entrassem na arca, somente ele (Noé), sua mulher, seus filhos e as mulheres de seus filhos; que também de todos os seres viventes que haviam sido criados, introduzisse na arca um casal de cada espécie animal, (dos animais considerados “limpos”, sete casais) para que se pudesse conservar em vida, a semente sobre a face de toda a terra (1: Gn. 7:2-3).

As águas encobriram a face da terra, vindas tanto das fontes do grande abismo, quanto das janelas dos céus que foram abertas (1: Gn. 7:11-12) durante 40 dias e 40 noites.

Acima dos céus ainda tem água?

Comparando o dilúvio com o Gênesis antes do homem ter sido criado, pensamos ser passível de investigação, se todas as águas que Deus colocou acima da expansão à qual chamou Céus, foram ou não, jorradas sobre a Terra. Com base nos textos bíblicos a seguir, podemos supor que até o dilúvio, ainda não havia chovido sobre a Terra.

“E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi. E chamou Deus à expansão Céus.  E foi a tarde e a manhã o dia segundo.” (1: Gn. 1:6-8)

“Na ‘Bíblia de Estudo: aplicação pessoal’, no rodapé da p. 14, dentro de uma explicação a respeito da avançada idade que as pessoas alcançavam, consta que uma das explicações defendidas por algumas pessoas, seria justamente o fato de ainda não haver chovido sobre a terra, e ‘as águas que estavam sobre a expansão’ (céus), (75: Gn.1:7-8) impediam a passagem dos raios cósmicos prejudiciais e protegiam as pessoas de fatores ambientais que aceleram o envelhecimento.” (75)

“Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra. Um vapor, porém, subia da terra e regava toda a face da terra. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.” (75: Gn. 2:5-6, 10)

Não creio que todas as águas que Deus colocou acima dos céus no princípio da Criação, fossem apenas vapores em forma de nuvens, como as que vemos atualmente; se assim fosse, como seria possível visualizar nitidamente, o Sol, a Lua e as Estrelas?!.

Um dilúvio universal tem o apoio da geologia, porém, para inundar todo o globo terrestre seria necessário 8 vezes a quantidade de água existente atualmente em nosso sistema. Como se explica de onde veio a água, e para onde foi após ter aparecido novamente a porção seca, no planeta Terra?  (60)  (1: Jó 36:27-29; 37: 6, 10-16)

“Eu olhei a face do mundo e o silêncio imperava; toda a humanidade havia virado argila.” (7)

A Bíblia Sagrada afirma que em conseqüência do dilúvio foi desfeita toda substância que havia sobre a face da terra, pois quando as águas pararam de jorrar, ainda se passaram 150 dias para que minguassem totalmente (1: Gn. 8:3).

Findo esse período, quando a terra já estava seca, Noé ofereceu um holocausto a Deus; ao sentir o cheiro suave daquele sacrifício que subia diante de Sua face, Deus disse em seu coração que não tornaria a ferir toda a humanidade como havia feito.  Mas, que enquanto a Terra durasse, não cessaria sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite e, como sinal dessa promessa, colocou sobre as nuvens um arco (o arco-íris). (1: Gn. 8:21-22; 9:12-17)

E o homem passou a comer carne.

Até o dilúvio, os seres humanos comiam apenas vegetais; após aquele episódio, Deus lhes orientou que passassem a comer carne animal também, porém sem seu sangue, pois do contrário Deus iria requerê-lo do tal homem que assim o fizesse (1: Gn. 1:29-30; 2:16;  9:3-5).

Através de investigações científicas já foi comprovada esta ocorrência na história da humanidade que, em apenas uma geração, o ser humano passou a introduzir carne animal em seu cardápio (36).

“Olhar para o que Deus fez no passado fortalece sua fé no futuro.” (40)

Conversando com Deus

Pedi força e vigor; Deus me mandou dificuldades para me fazer forte.

Pedi sabedoria; Deus me deu problemas para resolver.

Pedi prosperidade; Deus me deu energia e cérebro para trabalhar.

Pedi coragem; Deus me deu situações para superar.

Pedi amor; Deus me mandou pessoas com problemas para ajudar.

Pedi favores; Deus me deu oportunidades.

Não recebi nada do que queria. Recebi tudo o que precisava.

Minhas preces foram atendidas.  (Anônimo)

 

Continue lendo o capítulo 5: Transmitindo Conhecimento…

 

Sonia Valerio da Costa

18/11/2009

Capítulo 5, Meu livro

“Milhões de pessoas viram maçãs caírem; Newton foi o único a se perguntar por quê?”. (Bernard Baruch, banqueiro e político). (4)

Entendemos que mesmo após Adão ter saído do Jardim do Éden, Deus continuou com os mesmos propósitos de transmitir seu pleno conhecimento para o homem que formara; para tanto, Ele sempre encontrou homens dispostos a ter participação direta na realização de seus planos; Ele pôde contar com o desprendimento de Noé, José, Moisés, Davi, Salomão, Daniel e outros.

Integrando gerações

Na transmissão da memória cultural que é passada de geração para geração, sempre existiu conflitos; se pelo lado da geração posterior existe uma certa dificuldade em aceitar passivamente o que existe, a geração anterior se opõe a aceitar o que é novo.

Fernando Bonassi, em sua crônica “Porque matamos nossos pais”, de forma tão singular, foi muito feliz na sua maneira de expressar o que temos vivido cotidianamente, concernente ao instinto existente em todo ser humano, em querer “apagar” o seu passado. Toda a crônica foi constituída de apenas “respostas” para a cruel pergunta “por quê matamos nossos pais?”

Por ser tão interessante, transcrevo aqui, algumas das respostas apresentadas por ele: “Porque a velocidade tende a abalar o equilíbrio dos tempos. Porque o espaço não se comporta como antigamente e foi cercado de interesses. Porque os interesses são maiores que a satisfação e a satisfação nos mete medo. Porque as pistas estão desencontradas, os marcos foram embaralhados e as lições não fazem sentido.  Porque aprendemos o que não nos serve. Porque há um incômodo moderno nas boas causas de família. Porque a família se reúne, mas não se encontra.  Porque os encontros são furtivos e recheados de gagueira. Porque a inocência está acabando. Porque há os que preferem a certeza do inferno na terra, ao risco do Paraíso no céu. Porque as posições são mesquinhas e os conceitos medíocres, mas, principalmente, porque a paz verdadeira há de custar mais caro do que esse chapéu passado entre uns poucos bem intencionados.” (68)

Através da história percebemos que o progresso da ciência sempre aconteceu decorrente dos conflitos entre as gerações.  O interesse pelo conhecimento e o desejo pela leitura, sempre são decorrentes de algum conflito, tanto interior (interesses pessoais), quanto exterior (interesses sociais e políticos).

Transmitindo a memória cultural

Noé se predispôs a construir uma arca, conforme as orientações divinas, para que pudesse salvar da destruição que seria trazida sobre a face da Terra, ele, sua família e também de toda espécie animal para que fossem conservados em vida. (75: Gn. 6:7-8, 13-22; 7:1-5) José por ter recebido  de  Deus,  o  dom  de interpretar sonhos, foi Governador do Egito aos 30 anos de idade.  (75: Gn. 41: 14-16, 37-46)

O tempo passou e surge Moisés, que entrou numa verdadeira sintonia com o Deus Criador, para executar um projeto de grandes proporções; para tanto, esse mesmo, Deus, providenciou a Moisés a oportunidade de ser instruído em toda a ciência do Egito (1: At. 7:22).  Moisés, além de escrever a história da Criação, liderou a jornada do povo israelita pelo deserto.

Deus encontrou em Moisés, disponibilidade de tempo e de interesse para, por 40 dias e 40 noites dedicar-se exclusivamente para ouvir o Criador revelar-lhe a história da criação e também a arquitetura do Tabernáculo; se computássemos esse tempo em horas, chegaríamos num total de 960 horas contínuas de aprendizado.

“Quanto mais meditarmos nas Escrituras, mais claramente a voz do Mestre ressoará em meio aos sons do nosso silêncio.”  (20)

Mais ainda, Moisés foi o primeiro homem que se predispôs a documentar todo o conhecimento que havia alcançado, com respeito aos feitos divinos durante a Criação de todas as coisas, afim de que pudesse ser transmitido para sua posteridade.  (1: Ex. 17:14; 24:4; 31:18; 34:27-28)

Tenho a ousadia de imaginar que Moisés possuía uma sensibilidade tão singular, que apesar do esforço incansável dos arqueólogos, em fazer escavações em busca de provas, com respeito á Gênese do mundo, ainda prevalece internacionalmente, a história escrita por Moisés. (1: Ex. 17:14; 24:4; 31:18; 34:27-28) e (26).

Temos conhecimento que muitos registros arqueológicos têm sido encontrados, que apenas confirmam a Gênese documentada por Moisés, mas não de forma tão completa, como a registrada na Bíblia Sagrada.  (7)

O Rei Davi que reinou sobre Israel foi considerado como sendo ‘segundo o coração de Deus’ e salmodiava louvores a Deus (1: I Sm. 13:14; 16:18).  O Rei Salomão foi o homem mais sábio da Terra; essa sabedoria lhe foi dada pelo próprio Deus (1: I Rs. 3:11-12). Escreveu três mil provérbios e mil e cinco cânticos; conhecia toda a Natureza, tanto do reino animal quanto do vegetal (1: I Rs. 4:29-34).

Séculos mais tarde Deus levanta Daniel, que também disponibilizou seu tempo para ouvir Deus falar.  Nabucodonozor, Rei de Babilônia, sitiou Jerusalém e levaram cativos muitos israelitas; então deu ordens a “Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos nobres, mancebos em quem não houvesse defeito algum, formosos de parecer, e instruídos em toda sabedoria, sábios em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para viverem no palácio do rei, afim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus”. (1: Dn. 1:3-4) (grifo nosso)

“E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Asarias”. (1: Dn. 1:6) Diz a Bíblia Sagrada que “a estes quatro mancebos Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos”. (1: Dn. 1:17)

O Rei determinou que eles fossem criados e treinados para se adaptarem àquela cultura, por três anos, porém Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia. (1: Dn. 1:5 e 8 )

“E ao fim dos dias, em que o rei tinha dito que os trouxessem, não foram achados outros tais como eles. Em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino”.  (1: Dn. 1:18 a 20)

Quando a Bíblia fala a respeito da “habilidade” que eles possuíam para viverem no Palácio real, entendemos que se refere à ética moral e religiosa que é peculiar aos grandes homens que têm carisma e sabem se sair bem em quaisquer circunstâncias.

Daniel possuía esse carisma e nem por isso se intimidou de proclamar quem era o Deus que ele servia; foi instituído Governador de toda a província de Babilônia (1: Dn. 2:48), e foi salvo da cova dos leões (1: Dn: 6: 10, 16, 21, 26-27).  Hananias, Misael e Asarias também se mantiveram fiéis ao Deus Todo Poderoso, O qual os livrou na fornalha de fogo ardente, testemunhando diante de toda aquela nação que não existe outro deus que pudesse realizar milagre como aquele. (1: Dn. 3:15-18, 24-25 e 28-29).

Suas atitudes de coragem e fé serviram para, mesmo no meio de uma cultura impregnada de idolatria a deuses pagãos, marcar a diferença da vida de uma pessoa que serve somente ao Deus Verdadeiro, Criador dos céus e da terra e a daqueles que se conformam em calar-se diante de tanta corrupção, idolatria, feitiçaria, violência e impunidade. (1: Ez. 33:2-16; Ml: 3:16-18; Cl: 3:1-10)

“Podemos ser conhecedores com o conhecimento dos outros, mas não podemos ser sábios com a sabedoria dos outros.” (Michel de Montaigne)  (61)

Salvação para todos os termos da Terra! (1: Is. 45:22)

Mais alguns séculos se passaram, e Deus envia Jesus Cristo, seu único Filho, para a mais importante missão a ser realizada aqui na terra, que é a de resgatar o ser humano da escravidão do pecado da desobediência (1: Jo. 3:16).  A primeira atitude de Jesus foi se instruir e adquirir todo conhecimento existente naquela época (1: Lc. 2:40, 46 e 52).  Dos 12 aos 30 anos, Ele se dedicou a aprender, conhecer e assimilar a religião judaica fundamentada na lei de Moisés.

Aos 30 anos Jesus já estava apto para exercer seu ministério e cumprir a missão de abrir um caminho de acesso direto entre Deus e o homem; já estava capacitado para libertar o povo da escravidão da lei espiritual e mostrar o caminho da salvação através da Sua graça.  (1: Lc. 3:21-23; 4:16-21).

Alguns anos se passaram e Deus precisava de um homem disposto a entender que Seu plano de salvação também alcançaria os demais povos. Para tal empreendimento, Deus encontrou em Saulo, posteriormente Paulo, a disposição de ser participante de Seu plano divino (1: At. 9:4-6; 22:6-11, 15 e 21). Paulo recebendo essa revelação foi perseguido pelos judeus em Jerusalém e então decidiu ir para a Arábia e acabou ficando na cidade de Damasco por três anos.  Voltou a Jerusalém por um período de 15 dias (1: Gl: 1:18-21) e depois foi para a Síria e Cilicia.

Após 14 anos voltou para Jerusalém; nesse tempo cremos que Deus lhe revelou os mistérios profundos da salvação pela graça, que são apresentados com muita propriedade em suas epístolas.  (1: At. 21:28; Gl. 1:15-23 e 2:1-9).

Teremos mesmo um Apocalipse?

Daniel foi escolhido por Deus para escrever para a posteridade mistérios apocalípticos, mesmo antes de Jesus Cristo vir a este mundo terrestre. (1: Dn. cap. 7-12)

Anos mais tarde, Deus encontrou em João a disponibilidade de revelar o fim de todas as coisas. Estando ele na Ilha de Patmos foi arrebatado em espírito e recebeu a revelação apocalíptica das coisas que iriam acontecer; recebeu ordem de também escrever num livro tudo o que tinha visto, para que as informações não fossem deturpadas, mas transmitidas na sua integridade para as gerações futuras. (1: Ap. 1:9-11)

É natural do ser humano temer o desconhecido. Quando nos damos conta de que alguma coisa que está fora do nosso controle, vem ao nosso encontro, nossa primeira reação é rejeitar, e tomar uma posição de retração; essa atitude é uma conseqüência natural, que demonstra o medo que temos de nos envolver em algo, que poderá nos prejudicar.

Nos dias de Noé, a humanidade estava envolvida apenas com os afazeres do dia-a-dia, isto é: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, e não acreditaram na mensagem que estava sendo anunciada com respeito ao que aconteceria na face da Terra; assim veio o dilúvio e os consumiu a todos. (85: Mt. 24:37-39)

Por quê não acreditaram? Porque nem a humanidade, nem os cientistas de então, sabiam o que era chuva. Como já dissemos no capítulo anterior, entendemos que até aquela época ainda não havia chovido na face da Terra (1: Gn. 2:6; 8:2); além disso, Noé, sendo avançado em idade, provavelmente era tido como esclerosado por anunciar tão grande absurdo!

Na atual era chamada “Era Cristã”, a mensagem que está sendo anunciada é de que Jesus voltará para arrebatar Sua Igreja.  A Bíblia Sagrada fornece todas as orientações para que todos os que queiram fazer parte desse arrebatamento, saibam como proceder (1: Mt. 24, 25:1-13; Fl. 3:18-21; I Ts. 4:13-17; I Tm. 2:3-6; Hb. 9:27-28 e 12:14; Tg. 1:19-27; I Pe. 1:13-23; I Jo. 2:3-17).

Mesmo assim, parece que a idolatria (1: Sl. 115:2-9), o ceticismo, e os afazeres do dia-a-dia estão tão arraigados no coração da humanidade (1: Ef. 5:1-21), que grande parte está despercebida quanto ao tempo que está passando……e que esse dia está para chegar a qualquer momento!

Novos Céus e nova Terra

Assim como diziam que Noé estava louco, hoje dizem que os cristãos é que estão loucos! Imaginemos que multidões de todos os povos, raças e línguas têm apregoado que brevemente um povo desaparecerá desta Terra, pois terão sido arrebatados para um outro mundo, o qual ainda ninguém conhece verdadeiramente.  Será que o mundo todo estaria sendo “contaminado” com essa tal loucura?!!!…  (85: Mt. 24:36-39)

Com certeza, afirmamos que os que têm apregoado esta mensagem, não estão loucos e nem tampouco esclerosados.  Ouso a afirmar, que qualquer sábio que venha a utilizar racionalmente seu pensamento lógico, chegaria conclusivamente a essa mesma verdade que tal povo tem anunciado.

Se Deus criou os céus e a terra e tudo o que neles habita, para constituir um Reino para o Filho de seu amor (1: Cl. 1:13), logicamente, esse Filho, que é Jesus Cristo, virá a qualquer momento retirar desta terra, todos aqueles que O amam e Lhe são submissos, para que possa reinar verdadeiramente sobre eles; e será um reino eterno e de equidade.

Todos aqueles que se dispuserem a aceitá-LO como Rei e Senhor de suas vidas, com certeza Ele os levará para um lugar desconhecido, porém o suficientemente seguro, até que sejam feitos novos céus e nova Terra, onde habitarão com Ele eternamente. (1: Ap. 21:1-4)

A Cidade Celeste

Ó Sião celeste, repouso dos santos, O teu arquiteto se chama o SENHOR;

Em ti entraremos, com gozo e canto, Com os que adoram o bom Salvador,

Em bela planície estás situada, E que majestosa rainha és tu!

De pedras preciosas estás adornada; Demonstras a glória de Cristo Jesus.

De Cristo Jesus, de Cristo Jesus. Demonstras a glória de Cristo Jesus.

Teus belos caminhos tratados com zelo, E as tuas torres, que vistas farão!

De todos os palácios, grandioso é o modelo; Em ti nós teremos a consolação;

As portas do muro são todas formosas; A praça é calçada de ouro que luz;

Em ti essas coisas são mui gloriosas, E és toda cheia da paz de Jesus!

Da paz de Jesus, da paz de Jesus! E és toda cheia da paz de Jesus.

 

Jamais haverá em ti noite alguma, teu grande luzeiro perpétuo será;

Sem a luz do sol, nem d’estrelas ou lua, A glória de Cristo te alumiará.

E neste esplendor, de um sol verdadeiro, Os santos e anjos do céu entrarão.

Com Ele p’ra sempre ali reinarão. Ali reinarão, ali reinarão,

Com Ele p’ra sempre ali reinarão.

Oh! Que grande festa nos é concedida, Com a mesa posta, espera o Senhor,

A todos inscritos no livro da vida, E que já da morte não têm mais temor;

De todos que foram por Cristo comprados, O lindo cortejo composto será;

E Deus, que há dado o Seu Filho amado, Com Cristo na glória, os consolará,

Os consolará, os consolará, Com Cristo na glória, os consolará. Paulo Leivas Macalão (Harpa Cristã, nº 142)

Uma fábula…

Um pássaro, ao sobrevoar pelo cerrado africano, percebeu que, na trajetória de uma manada de elefantes, um grande formigueiro seria atingido e destruído.

Mais que depressa, passou pelo formigueiro e preveniu as formigas que por ali transitavam buscando e levando comida para o interior de sua casa, dizendo:

– Escondam-se, depressa; vem vindo aí uma manada de elefantes e com certeza vocês serão destruídas.

As formigas, curiosas, perguntaram: – Onde?  Onde?.

O pássaro respondeu: – Não vai dar tempo de vocês verem. Acreditem em mim, escondam-se!

Não é difícil imaginar que naquele momento houve um tumulto no formigueiro: algumas formigas, tomadas pelo medo, acataram o “conselho” do pássaro e se esconderam bem lá no fundo do formigueiro; as demais, por curiosidade, ficaram por ali para que pudessem ver os elefantes e assim constatarem se o pássaro que lhes transmitira o aviso era ou não, digno de confiança.

Conclusão: as primeiras se salvaram, porém, as demais, devido à curiosidade, foram esmagadas pelas patas dos elefantes.

Como será a vida depois da morte?

Vamos pensar um pouco a respeito do que faremos quando nosso corpo já tiver sido transformado, e já estivermos lá no céu.  (1: Ap. 21:1-7)

Diz a Palavra de Deus, que reinaremos com Cristo durante mil anos (1: Ap. 20:6); seremos sacerdotes de Deus e de Cristo.  Creio que nesse período o próprio Jesus Cristo terá o prazer de nos transmitir os mistérios do conhecimento da ciência e do progresso tecnológico, que atingirão o seu apogeu e alcançarão o fim a que se propuseram. Paulo já considerava que nós somos embaixadores da parte de Cristo (85: II Co. 5:17-21).

Enoque foi participante do plano divino; andava com Deus de tal maneira, que Deus para si o tomou.  Entendemos que ele não se isolou do mundo para viver uma vida monástica ou coisa parecida, mas diz a Bíblia que ele gerou filhos e filhas (1: Gn. 3:1-5).

Entendemos que para agradarmos e andarmos com Deus, não é necessário nos isolarmos do mundo no qual estamos vivendo; basta que pratiquemos os mandamentos divinos.  Para fazermos a vontade de Deus e entrarmos em total sintonia com Ele, devemos disponibilizar nosso tempo, para que possamos absorver sadiamente Seus conhecimentos.

Quando Elias compreendeu que a vontade de Deus para com o ser humano que criara, era somente que O obedecêssemos, levantou sua cabeça e partiu para uma nova jornada de vitória. (1: I Rs. 19) Ele, como profeta de Deus, não morreu, pois Deus se agradou tanto de sua maneira de viver, que o arrebatou ao céu num redemoinho, após separá-lo de Eliseu, seu sucessor, por um carro de fogo aparelhado com cavalos de fogo.  (1: II Rs. 2:11)

“Dizem que a vida é curta. Não é verdade. A vida é tão longa, que não há tempo a perder longe do perdão e da ternura. A vida é tão longa, que, sem a prática espiritual, são poucos os que se mantêm vivos o suficiente até chegar ao leito de morte. A maioria morre muitos anos antes.”  (22)

 

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Sonia Valerio da Costa

18/11/2009