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Sob total sigilo e cautela absoluta. O povo costuma dizer “debaixo de sete chaves”, numa precaução historicamente inexistente. 

Essa expressão foi originada em referência às “quatro chaves”. As arcas de segredo, destinadas a guardar documentos, ouro, jóias, desde o séc. XIII em Portugal, eram de madeira sólida e com quatro fechaduras de ferro. Cada chave ficava sob a responsabilidade de um alto funcionário; às vezes o próprio Rei era um dos detentores de uma das chaves.

Assim, só seria possível abrir a arca de segredo com a presença e colaboração dos quatro detentores das respectivas chaves. O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte possui uma dessas caixas de segredo, outrora do Senado da Câmara de Natal, na primeira metade do séc. XVIII.

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Debaixo de quatro chaves defendia-se a total reserva nas garantias da responsabilidade material e moral. Da tradicional “quatro chaves” popularizou-se “sete chaves” por ser um número cabalístico e que sempre seduziu a imaginação popular. Exs: hidra de sete cabeças, serpente de sete línguas, botas de sete léguas.

Fonte: Cascudo, Câmara. Locuções Tradicionais do Brasil.  São Paulo, Global, 2004. p. 292

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em: 06/10/2010

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Os passatempos vem conquistando cada vez mais espaço em todo o mundo, como sinônimo de diversão educativa. Hoje, eles já são vistos como ferramentas importantes para o desenvolvimento do raciocínio e da concentração.

Todo ser humano nasce com cerca de 100 bilhões de neurônios e não ganha mais nenhum ao longo da vida. A melhor forma de tornar a mente mais esperta é exercitarmos esses neurônios:

1) Cada nova descoberta é transformada pelo cérebro em descarga elétrica e transmitida neurônio a neurônio até ser armazenada.

2) Exercícios como os passatempos incentivam o cérebro a fazer essas novas ligações, as chamadas “sinapses” entre as células nervosas.

3) Com os caminhos de informações ativos, é mais fácil e rápido fazer associações e cruzar os dados armazenados na mente.

4) Esse tipo de exercício estimula a criatividade, favorece a memória, retarda o envelhecimento e contribui para a inteligência.

Os passatempos são ótimos para exercitar o cérebro; e o melhor é que é sem estresse! As palavras cruzadas, são um dos passatempos mais conhecidos, que os cientistas chamam de brain fitness (ou “malhação cerebral”), pois prometem aumentar a capacidade de adquirir conhecimento e reter memória.

Finalmente, estudos também sugerem que os passatempos retardam o surgimento de doenças, como o mal de Alzheimer.

A leitura em si contribui para exercitar o cérebro e ainda proporciona prazer, pois leva o leitor a lugares inéditos através da imaginação.

Vamos passar mais tempo “malhando” nosso cérebro!

“Passatempos desenvolvem habilidades físicas, intelectuais e afetivas, despretensiosamente” (Lino de Macedo do Instituto de Psicologia do Desenvolvimento da USP)

Fonte: “Malhar o Cérebro Faz Bem” In: Para Saber e Conhecer, nº 12, jun/2010, p. 34

Por Sonia Valerio da Costa
Em: 01/10/2010

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casadamaejoana

Onde todos têm vontade, dominio, liberdade. Podem entrar, dispor, mandar. Confusão, balbúrdia, desorganização.

Joana, rainha de Nápoles e condessa da Provença, (1326-1382), em sua tumultuosa existência, refugiou-se em Avignon, (1346). No ano seguinte regulamentou os bordéis da cidade. Um dos artigos estatutais dizia: – et que siegs une porto… dou todas las gentes entraron. “Tenha uma porta por onde todos entrarão”.

Ficou sendo o prostíbulo o Paço da Mãe Joana, e assim o nome divulgou-se em Portugal.Teófilo Braga, (O Povo Português, II, Lisboa, 1885), informa: – “Paço da Mãe Joana” com que se designa a casa que está aberta para toda a gente. Nos Açores é muito usual dizer que uma porta escancarada, é como o Paço da Mãe Joana!

No Brasil, Paço não é vocábulo popular, por isso tornou-se Casa. Esta é a origem da locução “Casa da Mãe Joana”. Hoje em dia essa expressão não é mais usada de forma pejorativa mas, em qualquer situação onde não exista   organização, respeito, ética e principalmente ordem administrativa.

Fonte: Locuções Tradicionais no Brasil, de Luis da Câmara Cascudo.
Postado por: Sonia Valerio da Costa
Em: 26/09/2020