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Decidi ler este livro por indicação do Pr. Ubirajara, quando estive na Editora Naós. Agradeço a ele por essa sugestão de leitura, pois me trouxe muito enriquecimento espiritual ao tomar conhecimento de um testemunho verídico escrito pelo próprio autor.

Walter, nos abre seu coração através do seu testemunho de vida;  ele conta com detalhes emocionantes como sempre fugiu de Deus, pois apesar de seus pais serem cristãos, ele achava que aquelas reuniões aos domingos pela manhã, eram verdadeiras chatices e sempre pareciam intermináveis.

Em determinado momento de sua vida, decidiu que o cristianismo seria totalmente esquecido por ele, pois aquelas reuniões entediantes levaram-no a crer “que toda essa história de Deus é para os velhinhos que precisam de esperança na hora da morte e para os crentes que não têm coragem de viver a vida de verdade” (p. 25).

Buscando libertar-se de todas as formas de autoridade, inclusive a de seu pai, Walter nos conta de forma bastante descontraída, como decidiu ser roqueiro e também todas as formas que utilizou para driblar as regras da escola e depois dos empregos que teve. Ele mesmo assumia sua rebeldia pois, obedecer ordens superiores, não era para ele.

Seu lema era “viver trinta anos bem vividos do que sessenta anos frustrados” (p. 33). Vivendo dessa forma, logo as ruas da Europa eram seu novo lar. Como nada o intimidava e se sentia livre para viver conforme suas próprias regras, chegou o dia em que lhe ofereceram maconha; como sua curiosidade era mais forte que sua desconfiança, pela primeira vez ele fumou um baseado.

Daí por diante passou a viver do dinheiro adquirido em “bicos” feitos em metalúrgicas e, paralelamente, se aprofundar nas drogas cada vez mais fortes. Conta que quando fez uma “viagem” com o LSD, “sentiu o prazer de penetrar em uma nova dimensão e que a verdadeira vida só poderia ser encontrada no invisível e não no visível”. A questão é que a explosão que as drogas proporcionavam em seu cérebro, causavam uma sensaçãoexcitante de expansão da consciência, mas que sentia-se esbarrar num “paredão” intransponível.

A curiosidade de transpor essa “parede” era bastante atrativa e, devido ao limitado poder das drogas, a sensação de vazio e impotência, aumentavam a cada dia. Walter conta que um dia, junto com sua companheira, tomaram uma dose mais forte com o objetivo de quebrar esse bloqueio da mente, a tal “parede”, pois sentia que havia uma outra dimensão atrás dela. Foi então que eles sentiram um estouro dentro de suas cabeças e unhas penetrando em suas carnes; sentiam que tinham conseguido atravessar a parede e, para decepção de ambos, atrás dela não havia paz, mas destruição. Sentiram suas almas deixando seus corpos e sendo sugados por um gigantesco buraco negro.

De repente, Walter conta que veio uma revelação sobre  ele, que aquela sensação era satânica, e vinha com o objetivo de destruir suas vidas; apesar de estar sendo sugado para o abismo negro de um lado, do outro lado havia uma luz muito, muito brilhante. Por dentro ele gritou “Deus! Deus ajuda-me”! Foi quando ele teve um encontro emocionante com Deus, que se revelou a ele envolvendo-o com Sua paz, a paz que Walter ainda não tinha conseguido encontrar em nenhum lugar nenhum, nem mesmo sob o efeito das drogas.

Começou a ler a Bíblia para buscar uma explicação para a experiência que havia vivenciado e acabou por entender que só poderia encontrar Deus se atravessasse essa tal “parede” através de Jesus. Essa compreensão veio através da leitura de “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Bíblia Sagrada, Jo.14:6)

A partir de então Walter relata seu crescimento na vida espiritual, cultivando cada dia mais comunhão com Jesus Cristo. Conta-nos também sua experiência de batismo nas águas, do batismo com o Espírito Santo e também de como se dispôs inteiramente a fazer a vontade de Deus, levando essa mensagem de boas novas para todos os seus amigos hippies, roqueiros e usuários de drogas.

Sua casa passou a ser o encontro de amigos para ouvirem a leitura bíblica e fazerem orações de confissão de pecados e assim puderam experimentar a verdadeira paz que somente Jesus Cristo pode oferecer.

As experiências que Walter nos compartilha através deste seu livro/testemunho, além de inéditas, são verdadeiramente edificantes e também excelentes para confrontar a religiosidade que muitas vezes inconscientemente insistimos em cultivar.

Recomendo a leitura deste livro para quem estiver disposto a deixar de lado, diversos tradicionalismos que na maioria das vezes, ao invés de nos aproximar de Deus, na verdade, nos afastam dEle. A vida cristã é simples, objetiva e bastante pessoal; precisamos deixar de lado certos rituais que tem bloqueado oportunidades de vivenciarmos uma comunhão plena com o nosso Criador.

A mensagem deste livro nos deixa bem claro o que significa a verdadeira liberdade do Evangelho, quando Jesus disse “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo. 8:36) Aquela comunidade de hippies, discriminada pela sociedade europeia, usufruiu de um verdadeiro avivamento espiritual por toda a Europa, sem a intervenção da Igreja Institucional de então. Estas não quiseram abrir mão de suas tradições infundadas e por isso não deram chance para que esse avivamente acontecesse também em suas igrejas.

Este é um verdadeiro testemunho de uma vida de intimidade com Deus, que nos faz entender de forma bastante clara o que Deus espera de nós, e qual a verdadeira missão de Jesus Cristo aqui na terra, como mediador entre Deus Pai e nós seus filhos.

Leia você também este livro emocionante… é imperdível! Com certeza você será grandemente abençoado com esta leitura! Creia que independentemente de quem você é, Jesus te ama, e quer ter um encontro inédito com você!

A leitura deste livro transformará sua vida!

Sonia Valerio da Costa
Em 22/03/2011
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Livros

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A cada dia que passa compreendo melhor a questão de que um livro, seja ele qual for, precisa chegar na hora certa em nossas mãos; assim o leremos  com maior prazer e com o coração aberto, para assimilarmos tudo o que ele tiver de bom para nos oferecer.

“A Cabana” chegou em minhas mãos numa hora muito especial, principalmente porque havia acabado de ler “10 Mentiras que as Igrejas Contam às Mulheres”. De certa forma eu já me encontrava com minha mente mais maleável para receber novas e inéditas informações, com respeito ao relacionamento que Deus espera de nós, seus filhos.

Quero destacar parte de dois comentários impressos no livro “A Cabana”.

“Este livro tem o potencial de fazer por nossa geração o que “O Peregrino”, de John Bunyan, fez pela dele.” (Eugene Peterson, professor emérito de Teologia Espiritual, Regent College, Vancouver, Canadá)

“A Cabana consegue falar de alguns dos maiores mistérios sobre Deus: como o amor incondicional do Pai, caminha entre a proteção aos filhos e o respeito a seu livre-arbitrio.” (William Douglas, juiz federal, professor universitário e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil)

O escritor William P. Young escreve de forma espetacular a experiência vivenciada por Mackenzie Allen Phillips.  Mack, como ele é mais conhecido, vivencia uma tragédia, que marca para sempre, tanto a sua, quanto a vida de sua família; durante uma viagem programada para ser apenas diversão e alegria, Missy, sua filha mais nova, desaparece misteriosamente.

Após longas investigações, descobrem que ela teria sido assassinada, devido a indícios encontrados numa velha cabana abandonada. A partir de então, ele se entrega a uma Grande Tristeza que acaba sufocando-o a cada dia, pois esse sentimento que passou a sufocá-lo, era a expressão da ausência e da raiva incontida, por não terem conseguido localizar o assassino, que ficou impune por seu ato hediondo.

Após quatro anos, Mack recebe um bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Apesar das dúvidas quanto às circunstâncias que envolviam aquele convite, Mack decide voltar ao cenário de seu pesadelo.

Ao chegar lá, se dá conta que Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um “acerto de contas”. Essa experiência vivenciada por Mack e registrada literariamente de uma forma espetacular, pelo escritor, fazem do livro “A Cabana”, uma historia inédita e imperdível para todos nós, criaturas de Deus e que, Ele mesmo, nos elevou à categoria de filhos… “seus filhos”.

Depois de ler esse livro, com certeza, sua vida não será mais a mesma. Todos nós temos inquietações a respeito da nossa vida e, principalmente da morte; a curiosidade de conhecermos melhor a personalidade divina, também é algo que nos impulsiona a buscarmos respostas.

Creio que cada leitor se identificará com determinadas circunstâncias vivenciadas por Mack, durante seu diálogo com cada uma das três pessoas da Trindade. O importante é lembrarmos que para cada tipo de pergunta, existe uma resposta correspondente. Para cada tipo de problema, uma solução diferente. Finalmente, para cada circunstância, uma razão e uma explicação específica, conforme o tempo e a hora.

Um dos grandes mistérios que o leitor irá desvendar é a forma como esse encontro aconteceu, se foi real, se foi sonho, se foi arrebatamento ou revelação. A questão é que o relato como tudo aconteceu, tem respaldo bíblico.

Eu, particularmente, não definiria esse livro como ficção, mas como um livro teofilosófico, pois quem já possuir conhecimentos bíblicos, poderá, com certeza, absorver mais facilmente seu conteúdo! Apesar desse apontamento, todos os leitores entenderão o suficiente do caráter divino, para amá-lo e ser também amado por Ele.

Se você se sentiu tocado pelo assombro deste livro e quer ajudar a torná-lo disponível a outros num nível mais amplo, nós o convidamos a participar do…

Projeto Missy

ou em inglês

The Shack

Recomendo também a leitura do livro “Deus e a Cabana“, de Roger E. Olson.

Comentado por
Sonia Valerio da Costa
Em 03/01/2011

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Filmes

 

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“Dificilmente um filme é capaz de provocar emoções tão fortes como este…”

“Dirigida por Mel Gibson vencedor do Oscar em 1995, como melhor diretor em “Coração Valente”, esta é uma história de profunda coragem e scrifício que nos conta as últimas 12 horas da vida de Jesus Cristo.” (comentário de Mariane Morisawa em IstoÉ Gente)

“Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moido pelas nossas iniquidades: o castigo que nos trás a paz, estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Is. 53:5)

Este filme relata a vida de Jesus Cristo a partir do momento em que Ele sobe ao Monte do Getsêmane para orar. Sabendo que havia chegado o momento de sua cruxificação, Jesus pede aos seus discípulos que vigiem e orem, mas, sonolentos como estavam, não entenderam o que estava acontecendo. Não tinham conhecimento do propósito e nem do significado das palavras do Mestre, quando ordenou-lhes que vigiassem e orassem e por isso acabaram adormecendo.

Jesus estava em profunda agonia, pois foi naquele momento que Ele se esvaziou de si mesmo, para se entregar expontaneamente ao propósito de Deus Pai, deixando-se cruxificar, para que todo seu sangue fosse derramado e pudesse trazer perdão para a raça humana. Foi naquele momento que  Jesus venceu a todas as propostas mentirosas de Satanás e esmagou a “cabeça da serpente”; este seu ato estava simbolizando Sua vitória sobre o pecado original da desobediência. Se entregou à vontade do Pai (Deus), dizendo: “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia não seja feita a minha, mas a tua vontade.” (Mt.26:39b)

Entendo que alí, teve início o processo de sua cruxificação. A partir de então, são apresentadas cenas onde Jesus vai curando e também salvando.

O reimplante da orelha de Malco o deixa atônito e se separa do grupo de soldados; isto significa que, além da cura, ele também recebeu a salvação de sua alma.

O filme é verdadeiramente tocante, pois quando vemos as imagens do que provavelmente teria sido o processo de cruxificação de Jesus, entendemos claramente que Jesus não foi apenas mais um profeta qualquer; Ele é o Cristo, Filho de Deus. Impossível não imaginar que as ruas de Jerusalém foram totalmente salpicadas pelo sangue inocente derramado gota a gota para que pudéssemos ser perdoados do pecado original e termos novamente acesso ao Pai.

Enquanto Jesus carrega sua cruz no caminho do Gólgota, o filme vai retratando os possíveis pensamentos que passavam na mente de Jesus Cristo. Quando olhava os pés dos seus algozes, se lembrava de quando lavara os pés de seus discípulos. Quando pediu água e lhe deram vinagre, se lembrou que havia se apresentado como “águas vivas” para a mulher samaritana, junto ao poço de Jacó.

Em sua vida aqui na terra Jesus cumpriu todos os propósitos de Deus e tornou realidade, cada palavra profetizada a respeito do Messias, que os judeus esperavam. Impossível assistir esse filme e continuar sendo a mesma pessoa!

Não há maior amor do que esse de dar sua própria pelos seus amigos e também pelos seus inimigos. Isto foi o que Jesus Cristo fez durante todo o seu ministério, até render seu espírito e entregá-lo ao Pai.

Palavras de Jesus durante sua cruxificação:

“Mulher, eis aí o teu filho. Eis aí tua mãe.” (para Maria, sua mãe) – (Jo 19:27-27)

“Tenho sede.” (ao invés de água, deram-lhe vinagre, para que a escritura se cumprisse) – (Jo. 19: 28)

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” (quando repartiam e lançavam sortes sobre suas vestes) – (Lc.23:34)

“Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.” (para um dos ladrões que estava também sendo cruxificado) – (Lc. 23:43)

“Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (quando houve trevas sobre a terra) – (Mc. 15:33-34)

“Está consumado.” (após ter recebido vinagre pela segunda vez) – (Jo.19:30)

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (na hora nona, quando o véu do templo se rasgou de alto abaixo) – (Lc. 23:46)

Este filme é uma excelente produção cinematográfica! Recomendo!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 02/08/2010
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