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“A Bíblia Sagrada”  – NVI(Nova Versão Internacional)

Desde minha infância, A Bíblia Sagrada tem sido para mim, como um manual que utilizo diariamente, para que haja um perfeito funcionamento das minhas três partes vitais: corpo, alma e espírito. É meu livro de cabeceira e minha regra de fé e conduta.

Sonia Valerio da Costa
03/01/2010
Veja comentários de outros livros em: Índice de Outros Livros
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Capítulo 2, Meu livro

“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.” (Isaac Newton) (39)

Deus dá então a eles a apropriação do jardim, dizendo que cuidassem daquele lugar, pois ali seria o habitat deles.  Poderiam usufruir tudo, comer de tudo, menos do fruto da árvore da ciência do bem e do mal que estava no centro daquele jardim (1: Gn. 2:16-17).

Aquela foi a única recomendação e/ou atitude “proibida” pelo Deus Criador; caso comessem daquele fruto, perderiam a oportunidade de continuarem com vida, ou seja, morreriam; mas, até aquele momento eles conheciam apenas o que era viver; e “morrer”?… o que seria morrer?….

Sendo detentor do pleno conhecimento que é peculiar à Sua natureza (Onisciente, Onipresente e Onipotente), dentro do meu contexto profissional, posso imaginar Deus, como um bibliotecário, e de que também é detentor de uma Biblioteca em sua plenitude (toda a Sabedoria e Conhecimento do Universo), a intermediar e passar informações para Adão e Eva, os primeiros seres humanos que criara, segundo o interesse que eles Lhe fossem demonstrando, quanto a adquirir conhecimentos, cada vez mais e mais.

Você já teve sede de saber?..

Conforme Adão e Eva iam recebendo e assimilando novos conhecimentos, novas necessidades de descobertas mais complexas iam surgindo.  Deus ia satisfazendo a cada uma delas, deixando que o interesse por novas informações, fosse surgindo de forma espontânea.

Assim, o interesse em aprender mais e mais, aumentava a cada nova descoberta. A Bíblia não deixa claro e também a ciência ainda não pôde precisar quanto tempo se passou, porém, eles foram percebendo a amplitude do Conhecimento e Sabedoria que o Deus Criador possuía; então começaram a desejar esse pleno conhecimento para si.

“O sábio como Astrônomo: – Enquanto você sentir as estrelas  como ‘algo acima’, falta-lhe ainda o olhar do conhecimento.” (Blick des Erkennenden) (6)

Como Deus já havia transmitido muita informação sobre como cuidar da saúde (medicina, biologia e nutrição), lavrar a terra (geologia e agricultura), cuidar daquele jardim (botânica e ecologia), e cuidar e domesticar os animais que com eles viviam (pecuária, medicina veterinária, zoologia, zootecnia), começaram a analisar sobre quais seriam as conseqüências, caso resolvessem comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal e acabassem sendo expulsos daquele lugar.

A curiosidade mata!

Ali compartilhavam de uma felicidade e harmonia indescritíveis, mas concluíram que pelo conhecimento que já possuíam, por si só, provavelmente poderiam cultivar um outro jardim como aquele, fora daquele local.  Mas, será que “fora” daquele local, haveria um “outro” local?!!…

Tudo que suas mentes conseguiam imaginar era passível de investigações mais aprofundadas; até então, fora daquele jardim, somente Deus sabia se a terra existente poderia ser cultivada ou não (81), visto que fora o próprio Deus que havia plantado aquele Jardim no Éden (Gn. 2:8-9).  Para questioná-lo a respeito desse assunto, refletiram que, provavelmente, Ele exigiria explicações do “porquê” de tanta curiosidade.  (1: Dt. 29:29)

Ao invés de perguntarem para o Deus Criador, que vinha diariamente conversar com eles (1: Gn. 3:8), começaram a buscar explicações dentro da lógica que eles mesmos conheciam até aquele momento. Começaram a vivenciar o sentimento da curiosidade, que os levava a questionar, se valeria à pena ou não, continuar a cultivar confiança e obediência ao Deus Criador.

Analisando esta situação vivenciada por Eva, Cynthia Heald faz uma pergunta: “será que Deus é suficientemente bom?”. Em seu comentário a escritora diz que, seria bem provável que Eva pensasse da seguinte maneira: “se Deus é realmente bom, não esconderia de nós, nada que nos fizesse sábios e que pudesse ser bom para nossas vidas”; e o adversário sussurrava em seus ouvidos: “veja!, o que você quer é bom; por quê você  não vai em frente e faz a coisa acontecer?”  A escritora complementa: “Pareceu bom a Eva comer da fruta, mas não era o melhor.”  (42)

Você já sabe o que é “morrer”?

Agora que Adão e Eva já sabiam o que era viver, começaram a entender o que seria o “morrer”; provavelmente o ato de “morrer” seria uma contraposição ao de “viver”, ou seja, perder o direito e a oportunidade de usufruir tudo aquilo que estavam desfrutando até então; e quanto a conversar diariamente com Seu Criador?….. Será que Ele os abandonaria?!!!…

Caso se aventurassem a experimentar daquele fruto, o que seria esse “não viver??!….”  A curiosidade se contrapunha à obediência e vice-versa. Através do raciocínio buscaram explicações para o inexplicável.

Como seria viver fora daquele lugar?!!!… Será que continuariam contando com a presença real do Deus Criador?!!!…   Será que morrer seria somente perder o direito de viver naquele jardim, ou teria mais algum porém, que eles ainda não tinham consciência?!!!…

Perceberam que a curiosidade os matava lentamente, com golpes lancinantes. Era como uma força avassaladora que os corroia internamente, a ponto de compreenderem que o pleno conhecimento significava poder e autoridade.

“Quem sabe dominar seus pensamentos, sabe governar sua vida.”  (R.. W. Trine)  (39)

Concluíram que se viessem a morrer, ou seriam expulsos daquele lugar, e para isso eles já tinham conhecimentos suficientes para sua sobrevivência, ou então perderiam a consciência da vida, e passariam a ficar inertes numa condição de total inconsciência da realidade.  Eis a pergunta crucial: “comer, ou não comer?!!!…”

Comer ou não comer do fruto…

Todos os dias, como era Seu costume, Deus vinha conversar com eles na viração do dia!!!… Não sei se quando o dia virava noite, ou quando a noite virava dia!!!…. (ou talvez nos dois momentos)  (1: Gn. 3:8). O que sei é que, nos momentos pós-aprendizado com Deus, o adversário, através da serpente (1: Gn. 3:1-5; Mt. 10:16), que era um dos animais mais astutos e prudentes dentre os que Deus criara, vinha, sutilmente, desfazer as palavras que o Deus Criador lhes havia falado.

Em meio aos conflitos que povoavam suas mentes, o adversário (40), aproveitou um momento em que a mulher estava só, e começou a tentá-la, deturpando todas as palavras e mandamentos que Deus lhes havia ordenado. (1: Gn. 3:1-5)

Não sabemos quanto tempo durou esse processo de convite ao mal, mas um dia aquelas palavras ardilosas e cheias de artimanhas proferidas pelo adversário através da serpente, dominaram o coração de Eva; ela cedeu à idéia de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal (1: Gn. 3:6), convidando também a Adão, para que compartilhasse com ela daquele alimento.

A Bíblia de Estudo Esperança explica com muita clareza, como funciona esse processo de convite ao mal. (59: Gn. 3:1-7, p. 5):  Naquele momento houve uma distorção da Palavra de Deus pela serpente (v.1); Eva aceita dialogar com a serpente (v.2) e repete a Palavra de Deus com uma alteração (v.3); a serpente afirma que Deus mentiu (v.4); a serpente sugere que Deus exige obediência porque deseja o nosso mal e porque é egoísta (v.5); o encantamento dos sentidos toma o lugar da Palavra divina (v.6); cair na tentação  é acompanhado de propagação do mal, pois Eva convida Adão a compartilhar do mal (v.6); cair na tentação leva à auto-suficiência, pois depois de pecar, o primeiro casal não se volta para Deus, mas procura resolver o problema sozinho (v.7).

Agora que você já comeu do fruto…

Assim que comeram daquele fruto, seus olhos foram abertos e conscientizaram-se de que estavam nus.  Diante daquela situação constrangedora entenderam que seria mais sensato, fazerem para si, aventais de folhas de figueira, de forma que não mais se envergonhassem, devido ao fato de estarem nus (1: Gn. 3:7).

O fato de conscientizarem-se de que estavam nus, não nos dá qualquer sinal de que o ato sexual fosse visto como algo mal, ou proibido; antes daquela situação de desobediência ao mandamento divino, Deus já havia ordenado àquele primeiro casal: ‘sede fecundos e multiplicai-vos’ (59: Gn. 1:28). A sexualidade foi criada por Deus e, portanto é uma bênção (59).

Eva foi seduzida em primeiro lugar, porém, entendemos que o fato dela oferecer do fruto ao seu marido, é porque é natural e peculiar à mulher o servir a seu esposo.  Principalmente quando a mulher tem ao seu lado, alguém que a faz sentir-se como uma rainha, ela o serve com muito prazer.  Foi para isso que o Deus Criador fez uma companheira para Adão: uma semelhante sua, uma adjutora, que pudesse estar sempre diante dele (1: Gn. 2:18).

Onde estás?… (1: Gn. 3:9)

Chegada a subseqüente viração do dia, Deus veio novamente visitá-los; ao vê-los cobertos com aquelas folhas, compreendeu que já eram conhecedores do bem e do mal, e que, com certeza, haviam comido do fruto proibido.

Lamentavelmente, mas para o bem daquele casal, Deus prescreveu-lhes a sentença de morte, de dor e de trabalhos forçados (1: Gn. 3:16-19). Com sua serena autoridade, envolvida numa áurea de amor divinal, que Lhe é peculiar, o Deus Criador convidou-os a que se retirassem daquele jardim, para preservá-los de caírem na tentação de comer também do fruto da árvore da vida e passassem então, a viver eternamente no pecado.

O adversário, através da serpente, foi sutil em oferecer primeiramente do fruto da árvore da ciência do bem e do mal.  Seu intuito era instigá-los posteriormente a comer também do fruto da árvore da vida e assim destruir totalmente o intento do Deus Todo Poderoso; se isso tivesse acontecido, a humanidade escravizada pelo pecado da desobediência, estaria subjugada ao seu domínio e à sua disposição por toda a eternidade.

Você já entendeu o que Deus fez?

Como o plano de Deus era criar um reino para Seu Filho Jesus Cristo (1: Cl. 1:13), o adversário, através da serpente, intentou arrebanhar para si, o homem e todos os seus descendentes, fazendo assim, contraposição ao governo divino com os próprios seres criados por Ele.

Deus, em sua infinita sabedoria, conhecendo o intento do adversário, tomou essa atitude radical para com o ser humano que criara, para que ele pudesse ser redimido; ou seja, ter seus corpos mortais, transformados em corpos espirituais, antes de receberem a vida eterna (85: I Ts. 4:13-17; I Co. 15:35-54; I Tm. 6: 12 e 20).

Assim, com o corpo transformado num corpo glorioso e sem pecado, lhe daria a comer do fruto da Árvore da Vida (1: Ap. 2:7b); dessa forma poderiam ter vida eterna, aniquilando para sempre, a possibilidade do  ser humano pecar novamente.

Segundo as orientações que O Deus Todo Poderoso nos deixou através da Bíblia Sagrada, o corpo carnal que temos agora, é passível de pecar, mas o corpo glorioso que receberemos, será infalível e eterno (85: I Co. 15:44-54).

“É sábio olhar para trás, pois é avaliando a tortuosidade de nossas pegadas, que poderemos garantir um caminho reto. (Antonio Vieira, Padre Jesuíta) (39)

As palavras devem esperar

Não fale comigo agora; a ferida ainda está aberta, a dor é terrível, e eu não consigo esquecer; amortece um pouco e, como uma onda, volta a atormentar-me. Compreendo suas lágrimas, mas o sofrimento é árduo; ele não ouve as palavras que você, carinhosamente, planejou e tentou dizer. Mas… Ore!!!…  (Ruth Bell Graham)  (18)

 

Continue lendo o capítulo 3: Enfrentando Novos Desafios

 

Sonia Valerio da Costa

17/11/2009

Capítulo 3, Meu livro

“A vida do homem não é um mero ‘passar pela vida’.  Ela é significativa quando o homem, vencendo os desafios de seu mundo físico e social, permite-se conviver com seus semelhantes.” (Prof. Edgardo da Silva)  (39)

Apesar de Deus tomar essa atitude para com o homem que criara, nunca deixou de amá-lo; a prova desse amor foi que, a partir de então, começou a revelar-lhe a necessidade de redenção de seu corpo, ou seja, agora impregnado pelo pecado da desobediência passou a ser mortal, necessitando passar por um processo de libertação do pecado e então ser transformado e poder viver eternamente em santidade (85: I Co. 15:20-26; Cl. 3:1-10; Hb. 12:1-11).

Não temos consciência da força que temos!

Adão era um homem com muito poder e força física; prova disso é a capacidade que teve para, sozinho, cuidar e nomear todos os animais da terra, do céu, do mar e também das plantas daquele jardim.

Quando esse primeiro homem pecou, Deus imobilizou esse poder em sua própria carne (16), ou seja, o subjugou dentro de seu próprio corpo, com o fim de limitar sua vida na face da terra, para depois lhe dar um corpo glorioso, com vida eterna, sem mancha, nem ruga, mas santo e irrepreensível (1: Ef. 5:27).

Quando o ser humano estiver com esse novo corpo, Deus poderá então liberar a capacidade de caminhar em direção ao pleno conhecimento, com o fim de ser utilizado somente para o Bem do Universo (1: Ap. 1:6, 5:10, 20:6).

Num artigo de revista sobre meditação transcendental, encontrei a seguinte frase: “Uma coisa só. Meditar abre a caixa de emoções do cérebro. Os praticantes dizem perder a noção de identidade e se sentem unidos ao Universo.” (24)  Diz esse artigo que a ciência já comprovou que meditar altera as ondas cerebrais; portanto, como dizem eles, meditar é parar de pensar e procurar deixar o cérebro entrar num vazio onde não se vive nem o passado, nem o futuro, mas se vive o presente “aqui e agora”.  (24)

Para o ser humano que deseja estar em sintonia com o Deus Criador, essa prática de perder a noção de identidade, é perigosa, pois nosso cérebro nunca fica “vazio”; quando deixamos que nosso cérebro entre nesse “não pensar” (24), como dizem os adeptos dessa prática, abrimos a porta do nosso entendimento para quem quiser entrar!…

Nessas circunstâncias, com certeza o adversário de nossas vidas trabalhará para dominar sutilmente o nosso livre arbítrio.  Essa prática torna o ser humano tão vulnerável quanto se nos conectássemos à Internet, sem qualquer antivírus que pudesse proteger nosso computador (85: Mt. 12:43-45).

“As práticas ascéticas e os exercícios do taoísmo, ou até mesmo a forma mais simples de meditação abstrata: tudo isso é executado segundo o princípio de subjugação do corpo sob a alma, visando a liberação do seu poder.”  (16)

A Bíblia Sagrada nos orienta a que apresentemos a Deus nosso culto racional; ou seja, com a razão (1: Rm. 12:1-2).  Quando desejarmos praticar o jejum alimentar com o fim de que nosso espírito chegue mais perto de Deus, devemos fazê-lo lendo a Bíblia e orando, pois mente vazia nunca deu bons resultados para a sociedade.

Entendemos que o Anticristo se utilizará dessa prática para poder realizar sinais e maravilhas, como está escrito:

“Então se alguém lhes disser: ‘O Messias chegou em tal e tal lugar, apareceu aqui, ali, ou naquela vila mais adiante’, não acreditemos nisso. Porque se levantarão falsos Cristos, e falsos profetas, que farão milagres maravilhosos, de tal maneira que, se fosse possível, até os escolhidos de Deus seriam enganados. Vejam que Eu lhes avisei.”  (58: Mt. 24:23-25)

Deus anda na ponta dos pés!

Como seres desejantes que somos, o adversário utiliza a tática de nos instigar a apressar as coisas em nossas vidas.  Quando queremos apressar as dádivas que Deus tem reservado para nós, estamos repetindo o pecado de Eva; Deus faz tudo perfeitamente, com muito cuidado e no momento certo (85: Mt. 6:25-34; II Pd. 3:9); o pecado deles foi a desobediência e a insubmissão aos mandamentos e orientações do Deus Criador (85: Rm. 5:19; Hb. 2:1-3).

Deus é perfeito e por ser perfeito, realiza suas obras com muito cuidado e paciência, para que tudo funcione com perfeição.  O adversário é bem o contrário, como o próprio nome já diz; por ter um instinto destrutivo, procura sempre entrar por atalhos e caminhos mais curtos, pensando que dessa forma, irá alcançar o objetivo mais rápido e triunfar primeiro (1: Jo. 10:10; I Pe. 5:6-8).

Quando ‘perdemos a paciência e tomamos o rumo indicado pelo nosso adversário, colocamos a perder tudo o que Deus está construindo para o bem de nossas vidas. Faz-se necessário estarmos atentos com as investidas do adversário, pois “ele usa o método gradativo para esgotar todos os âmbitos de nossa vida, principalmente a espiritual; ele o faz pouco a pouco e trabalha de forma que nós passemos a confiar em Deus cada vez menos e passemos a confiar em nós mesmos cada vez mais, um pouco de cada vez; ele fará com que nos sintamos cada vez um pouco mais inteligentes, e passo a passo, seremos levados a confiar em nosso próprio talento, fazendo com que nosso coração fique mais e mais afastado do Senhor”.  (73)

Na Sua suprema Sabedoria, Deus constrói tudo com muita calma e serenidade, a ponto de nem mesmo necessitar colocar “suas impressões digitais”. Quando contemplamos algo, que por sua beleza e perfeição nos deixa perplexos, instintivamente dizemos: “Só Deus poderia ter feito isso!… está perfeito!!!…”

“… Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes”.  (1: Sl. 19:1-3).

Linguagem real X Linguagem simbólica

Existem momentos, nos quais a Bíblia fala em linguagem real e em outros, por alegorias; isto é, quando a linguagem utilizada, envolve um segredo de Deus que  é mistério não revelado (58: Dt. 29:29), ou quando Ele pretende revelar para uma ou mais pessoas, conforme o Seu propósito (58: Lc. 8:10).

Por comprovação científica, já compreendemos que os dias registrados no primeiro capítulo do Livro de Gênesis, não foram dias de 24 horas; pela utilização do carbono-14 em fósseis encontrados por arqueólogos, entendemos que cada dia desses, representava uma época ou um tempo indeterminado onde aconteceu cada etapa da Criação. (47)

Sabemos que dentre os quatro rios que regavam o Jardim do Éden, os rios Tigre e Eufrates existem até hoje; não são fictícios. (1: Gn. 2:10-14)

Quanto à árvore da Ciência do Bem e do Mal, nossa limitada mente humana não pode compreender o fato de que um fruto pudesse fazer com que num só momento o homem passasse a distinguir de forma consciente, a diferença existente entre o bem e o mal.

Não podemos afirmar se essa passagem foi escrita em linguagem simbólica ou não; porém arriscamos pensar, que não seria nenhum absurdo dizermos que aquela árvore tivesse sido apresentada em sentido literal.

Através de investigações científicas já se descobriu, que determinadas plantas, quando ingeridas, provocam efeitos afrodisíacos e também alteram determinados comportamentos dos seres humanos, sem contar também que as plantas medicinais têm trazido efeitos benéficos na cura de diversas enfermidades.

Quanto à Árvore da Vida, a Bíblia Sagrada afirma que seu caminho, por ordem divina, está guardado por querubins e uma espada inflamada anda ao seu redor, para que homem algum chegue até ela (1: Gn. 3:24).

Você já fez as pazes com a morte?

Enquanto vivia no Jardim do Éden, estava nas mãos de Deus, prorrogar a vida do homem eternamente, se este se dispusesse a prestar contínua obediência ao seu Criador.

Entendemos que a curiosidade prevaleceu sobre a obediência e a submissão.  Agora, Deus não poderia mais conversar cara a cara com o homem, olhar “olho no olho”, mas somente através do Seu Espírito, pois o homem carnal não possui estrutura biológica para ver a Deus e continuar vivo (1: Ex. 33:20).

A partir de então, quem se dispusesse a ouvir Sua voz, Ele estaria disposto a revelar os mistérios do pleno conhecimento da ciência e também a Sua Suprema Sabedoria.  (1: Gn. 18:17; Dn. 2:20-22; Am. 3:7; Cl. 1:26-28)

Lendo a crônica “Por que morremos?” de Roberto Damatta (23), pude entender a morte por um outro prisma que, realmente, “a vida contém muitas mortes” e que “todos nós acumulamos um enorme saldo de portas que se fecharam em definitivo”; “vamos morrendo para muitas coisas” (23) que já não poderemos mais alcançar nesta vida (1: I Co. 13:11-12 e 14:20; II Co. 4:16-18 e 5:1-2; Ef. 4: 14-16; I Tm. 4:6-8).

“A longa vida não nos distancia da morte. Pelo contrário, ela nos vai reconciliando com o fim, na medida em que nos transforma paulatinamente em estranhos marginais para as diversas contemporaneidades nas quais vivemos”. (23)

“A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia. Dizem as escrituras Sagradas: ‘Para tudo há o seu tempo.  Há tempo para nascer e tempo para morrer’. (1: Ec. 3:2).  A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A ‘reverência pela vida’ exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue, quando a vida desejar ir”. (46).

Concordo com as palavras da Conferencista Heleny Uccello Gama em seu livro “Uma dieta para a alma” (84), quando diz que “a melhor forma do ser humano acalmar a si mesmo é através da adoração ao Deus Criador”. E é através do louvor que nossa alma encontra um equilíbrio satisfatório diante dos conflitos existenciais e passa a ter prazer na presença de Deus. Assim, “vamos acostumando o nosso coração à eternidade e conseguimos desenvolver expectativa pelo céu”; a morte, para quem adora a Deus é apenas uma ponte reconfortante através da qual vamos passando desta para uma vida melhor: a eterna.

“Todos fecham os olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos”. (34)

Existe vida fora do Planeta Terra? (1: Ap. 4; 7:9-17; 21; 22:1-5).

O homem sempre procurou através de investigações científicas encontrar uma forma de prolongar seus dias de vida; porém, enquanto ele estiver nesse corpo mortal, isso será mistério divino; quando seu corpo for transformado em corpo glorioso, então poderá viver eternamente, pois terá conhecimento da verdadeira origem da vida.

“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”.  (1: Ap. 2:7b).

Com base na Bíblia Sagrada cremos que existe vida fora do Planeta Terra, porém não são seres vivos como nós, que somos mortais.  A vida existente fora da Terra é a vida vivida em corpos espirituais, cuja mente humana não possui capacidade para compreender.

Essa outra vida que teremos após a morte de nosso corpo físico atual, ainda é mistério, da mesma forma que era para Adão e Eva antes de desobedecerem aos mandamentos do Deus Criador. (1: I Co. 2:9-16)

“Não conserve as caixas de alabastro de seu amor e afeto, lacradas até a morte de seus amigos. Preencha-lhes a vida com doçura. Diga-lhes palavras de animadora aprovação enquanto seus ouvidos puderem ouvi-las e seus corações puderem ser tocados.” (George W. Childs)  (48)

 

Continue lendo o capítulo 4: Adaptando-se à Nova Realidade

 

Sonia Valerio da Costa

18/11/2009